LOY JTD: Emigrante na Suíça tem música no coração

. Publicado em 11ª Ilha

“Toi d’Minga”, como é conhecido numa alusão à avó paterna, está lançado no mundo artístico. “Dan Bo Love”, o seu primeiro trabalho discográfico, está vender bem e alguns dos temas têm estado nos tops das rádios em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, e na playlist da referencial RDP África, com passagens diárias na emissora. Concertos em Portugal, Itália, Suíça e Holanda fazem parte do tour promocional do CD de Loy, seu nome artístico


 

Com o seu primeiro trabalho discográfico (“Dan Bo Love”) lançado em julho do passado ano, Loy JTD está a percorrer o caminho do êxito. Com vários espetáculos realizados, “Toi d’Minga” (como é conhecido em São Nicolau e por esse mundo afora) começa a construir um sólido percurso no mundo da música. O nome Loy foi adotado em Portugal, quando o confundiram com um angolano do mesmo nome e com grandes parecenças físicas, pensando que eram irmãos. Mais tarde “Toi d’Minga” conheceu o seu “homónimo” resultante de um equívoco e ficaram amigos inseparáveis. A partir daí, o saniculaense de coração nascido em São Tomé e Príncipe adotou Loy como segundo nome e passou a usá-lo no mundo da música, uma paixão que lhe vem desde a infância, quando aprendeu a tocar guitarra.

O pai de Loy, nado e criado na Covoada, cedo rumou a São Tomé onde conheceu um novo amor e constituiu família, um rapaz e duas raparigas. Mas, cansado da vida nas roças de São Tomé, o progenitor regressou a São Nicolau e “Toi d’Minga” seguiu-lhe o rasto. Mais tarde o pai emigrou para a Holanda e Loy, já homem, rumou a Portugal e à então promissora atividade na construção civil, onde desde então passou a trabalhar como manobrador de máquinas, tendo-se transferido, há cinco anos para a Suíça, quando em Portugal a construção entrou em plano inclinado. No país dos Alpes, o cantor, no entanto, tem feito um pouco de tudo, mas sempre na mesma área.

Em terras lusas Loy tentou primeira uma carreira no futebol, chegando mesmo a ser um nome promissor no futebol alentejano, onde jogou na equipa “Os Elvenses”. No entanto, a profissão de jogador passou-lhe entre mãos, quando a doença da mãe, entretanto deslocada para Portugal, lhe exigiu uma atenção redobrada e ditou a sua transferência de Elvas (Alentejo, no sul do país) para Lisboa. A partir daí passou a dedicar-se mais à música, tendo passado por três grupos, entre eles o Voz das Ilhas e o Belo Horizonte, com créditos firmados entre a comunidade cabo-verdiana das regiões de Lisboa e Setúbal.

“Dan Bo Love” catapultou-o para o êxito

Entre a música Zouk e o Funaná, “Dan Bo Love”, está a ter uma boa aceitação em Cabo Verde, Portugal, Suíça, Itália e Holanda. Com espetáculos realizados em São Nicolau, no final de 2013 (e uma passagem pelo “Show da Manhã”, da TCV), e em Portugal, no início deste ano, Loy já atuou na Suíça (onde ainda reside) e tem espetáculos marcados para 30 de abril em Roma (Itália), novamente na Suíça, em Lausanne, a 3 de maio, e para 17 desse mês na Holanda.

Nos tops

A venda do CD está a correr bem e as músicas de “Dan Bo Love” têm estado nos tops de algumas rádios, nomeadamente, na Sodad, do Tarrafal de São Nicolau (onde se mantiveram em primeiro lugar durante seis semanas), em São Tomé e Príncipe continua também na primeira posição, e mesmo na RDP África o tema “Beibe ta dmiti” tem sido referência na playlist da emissora, onde é passada praticamente todos os dias. E, esta semana, dois vídeo clip vão estar à disposição do público com os temas “Mensagem de amor” e “No bem curty”.

 

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