PORTUGAL: Autarcas de origem cabo-verdiana vão apoiar comunidade

. Publicado em 11ª Ilha

 

Sob os auspícios da Associação Cabo-verdiana de Lisboa os eleitos nas últimas eleições autárquicas portuguesas vão “desenvolver atividades e um trabalho em prol da comunidade” residente naquele país europeu


 

O desafio foi lançado pela Associação Cabo-verdiana de Lisboa (ACL), num jantar de homenagem aos 12 cabo-verdianos eleitos nas últimas eleições autárquicas em Portugal: a criação de um grupo de trabalho para implementar iniciativas em apoio à comunidade crioula residente em Portugal.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, durante o repasto, por Mário de Carvalho, o presidente da associação. "Vamos criar um grupo de trabalho com todos, independentemente dos partidos políticos pelos quais foram eleitos. O objetivo é que todos dispam as cores partidárias e, em conjunto, consigamos desenvolver atividades e um trabalho em prol da comunidade cabo-verdiana que existe em Portugal", disse à agência lusa o dirigente associativo, adiantando que a intenção da ACL é "criar as condições para que estes eleitos possam servir a comunidade cabo-verdiana".

Ainda segundo Mário de Carvalho, o jantar - em que participou boa parte dos eleitos para cargos em juntas de freguesia, câmaras e assembleias municipais – foi "um bom momento para começar a implementar esse objetivo".

Na data em que se comemorou o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades cabo-verdianas, o jantar foi antecedido da inauguração, na sede da ACL, de uma exposição alusiva à candidatura da morna a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Marca da Cultura cabo-verdiana

Mário de Carvalho anunciou ainda que, em novembro próximo irá ser inaugurado um núcleo museológico e documental que ambiciona constituir-se "uma marca cultural da comunidade cabo-verdiana" e que pretende contribuir para colocar a Cultura e os produtos de marca Cabo Verde no mercado português. "Queremos que a nossa Cultura e os nossos produtos sejam vendáveis. Por exemplo, há uma linha de artesanato produzida em Cabo Verde que queremos trazer para vender em Portugal. Tudo isto só será possível com acordos e protocolos, nomeadamente a nível comercial", sublinhou o presidente da ACL.

com jornal i

 

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