NEW BEDFORD: Presidente da República regozijou-se com trabalho meritório da Associação Caboverdiana

. Publicado em 11ª Ilha

Raquel Dias, presidente desta associação, deu conta a Jorge Carlos Fonseca da intensa atividade que tem vindo a ser promovida, entre elas a instalação de um Centro Cultural na mais antiga sala de espetáculos daquela cidade norte-americana


 

O Presidente da República regozijou-se com o trabalho meritório da Associação Caboverdiana de New Bedford (EUA) e augurou os maiores sucessos à presidente desta associação. Jorge Carlos Fonseca recebeu na tarde de ontem a líder associativa Raquel Dias e garantiu estar disponível para conhecer o projeto in loco, em deslocação àquele país para contactos com a comunidade caboverdiana (uma visita que, em princípio, ocorrerá provavelmente este ano, segundo soube o JSN de fonte próxima da Presidência).

Raquel Dias deu conta ao Chefe de Estado de que a associação dispõe já de um espaço condigno para as suas atividades, estando em condições de levar em frente projetos, particularmente de promoção da cultura caboverdiana. Atividades que têm por fim ajudar ao processo de integração local da comunidade e dar a conhecer a realidade de Cabo Verde e as suas tradições.

Centro Cultural em marcha

A Associação Caboverdiana de New Bedford tem agora em mãos aquele que é o seu maior projeto, a reabilitação do velho Teatro Strand (a mais antiga casa de espetáculos da cidade), que vai dar lugar ao Centro Cultural, um autêntico espaço de artes multiculturais. O edifício do antigo teatro foi construído em 1896.

Dentro de dois anos, a associação (segundo referiu o online South Coast Today, em junho último) pretende ter o espaço completamente reabilitado, mas para isso precisa de qualquer coisa com 1,2 milhões de dólares, dependentes ainda das três dezenas de pedidos de subsídios entretanto solicitados.

Em março último, a Associação Caboverdiana de New Bedford recebeu uma doação de 5.000 dólares do governo de Cabo Verde para ajudar à recuperação do telhado do edifício (avaliada em 30 mil dólares), decorrente aliás de uma garantia expressa pelo ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, quando ali esteve em janeiro deste ano. No teto podem ver-se ainda sinais do incêndio, mas o espaço já está em funcionamento, tendo instalados um café e um quiosque com souvenirs de Cabo Verde, e alguns espetáculos já têm ali lugar.

Este Centro Cultural, ainda em fase de instalação, para além da comunidade caboverdiana, conta também com a afluência de portugueses originários dos Açores e da Madeira, que reconhecem na associação um ponto de confluência da cultura de expressão lusófona, um espaço multiétnico onde convivem as várias comunidades de língua portuguesa residentes em New Bedford.

 

 

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