EUA: PR leva à comunidade de Pawtucket mensagem de unidade

. Publicado em 11ª Ilha

Olhos nos olhos, Jorge Carlos Fonseca exortou os nossos emigrantes e descendentes a terem papel de maior destaque no desenvolvimento de Cabo Verde. Paralelamente, o Chefe de Estado fez o balanço da participação de Cabo Verde na Cimeira EUA-África e dos quase três anos que leva de mandato


 

Continuando o seu périplo junto da comunidade residentes nos Estados Unidos da América (EUA), o Presidente da República levou este domingo uma mensagem de unidade aos caboverdianos residentes em Pawtucket (Rhod Island), exortando-os a assumirem um papel de maior destaque no desenvolvimento de Cabo Verde. E traçou o objetivo das visitas que tem efetuado aos nossos patrícios: levar “mantenhas e uma mensagem de unidade de todos os cabo-verdianos, dentro e fora de Cabo Verde”.

O encontro com a comunidade foi antecedido de um café da manhã tipicamente caboverdiano, onde não faltaram a cachupa refogada e o cuscuz, e onde Jorge Carlos Fonseca aproveitou para fazer o balanço da participação de Cabo verde na Cimeira EUA-África, onde marcou presença de 4 a 6 deste mês a convite do presidente Barack Obama.

Balanço da participação na Cimeira EUA-África

Segundo o PR, esta participação “foi prática, mais simples em procedimentos e com menos discursos, mas teve (…) muito diálogo político, muita frontalidade no debate e boas decisões”, no fundo, o País participou no encontro com Obama com muita dignidade e de forma construtiva”, apresentando propostas claras sobre o AGOA 2 (African Growth and Opportunity Act), também conhecido por “Power África”, um programa virado para a eletrificação do continente e que conta com um financiamento norte-americano no valor de 26 mil milhões de dólares.

Jorge Carlos Fonseca sustenta que “todos os países devem ter possibilidades de acesso a esse fundo”, incluindo aqueles (como Cabo Verde) que têm níveis de eletrificação mais elevados. E sublinhou o “grande esforço” que o nosso país está a fazer no domínio das energias renováveis.

O Presidente referiu ainda o momento “muito emocionante” em que Barack Obama “fez um grande elogiou ao país, à nossa democracia e ao nosso processo de desenvolvimento”.

Mas, tão importante como a participar na cimeira, Jorge Carlos Fonseca considera a oportunidade de visitar e conviver com a comunidade radicada nos EUA, bem, assim os encontros que teve ocasião de fazer com instituições e personalidades norte-americanas.

Presidente não abdica da sua opinião

Ao fazer o balanço dos dois anos e 11 meses que leva na chefia do Estado, Jorge Carlos Fonseca disse que tem procurado ser o presidente de todos os caboverdianos, mas que tal não implica abdicar das suas opiniões.

O Presidente da República desmistificou ainda notícias que têm vindo a público sobre uma suposta “guerra” entre este o governo, sublinhando que entre os poderes do Chefe de Estado está o de criticar as opções do executivo e o de vetar legislação, competindo-lhe a moderação do sistema político e ser um fator de equilíbrio, exercendo influência moral e política junto da sociedade.

Alegando ter feito sempre uma “boa cooperação com o governo, uma cooperação leal, fraternal, construtiva e positiva”, Fonseca referiu não abdicar também em ser uma voz autónoma, o que considerou “normal em democracia” e decorrente das suas atribuições, mas contribuindo também para fazer propostas tendentes à melhoria das condições de vida dos caboverdianos.

No encontro participaram ainda o embaixador em Washington, José Luís Rocha, e o cônsul geral em Boston, Pedro Graciano de Carvalho. Um dia antes (sábado), o casal presidencial foi convidado de honra numa Gala de Homenagem a Caros Alhinho, que teve lugar em New Bedford, para angariação de fundos tendo como propósito erigir uma estátua do jogador no Mindelo.

com Inforpress

 

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