Ministros da CPLP reúnem-se hoje em Lisboa para discutir futuro e próximo secretário-executivo

Escrito por Editor JSN . Publicado em 11ª Ilha

Os chefes da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) debatem hoje em Lisboa o futuro da organização e a crise política na Guiné-Bissau, numa reunião em que o ponto mais polémico é a escolha do próximo secretário-executivo

 

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos nove Estados-membros encontram-se hoje em Lisboa na XIV reunião extraordinária do Conselho de Ministros, convocada para analisar o relatório sobre a “Nova Visão Estratégica da CPLP”, cuja elaboração foi decidida na última cimeira da organização, em Timor-Leste, em julho de 2014.

A proposta foi elaborada por um grupo de trabalho coordenado por Timor-Leste, que atualmente exerce a presidência da CPLP, e pretende fazer uma “reflexão aprofundada sobre os caminhos a serem trilhados a partir da terceira década” de existência da comunidade, tendo “em conta novos desafios”, provocados pelas “profundas alterações estruturais na cena mundial e nos contextos nacionais dos Estados membros”.

Outro ponto da agenda é a análise da atual crise política na Guiné-Bissau, nomeadamente, do mandato do Representante Especial da CPLP, e a missão realizada em Fevereiro pelo ministro timorense dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Hernâni Coelho – na qualidade de presidente do Conselho de Ministros - e pelo secretário-executivo, Murade Murargy.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, e o PAIGC, partido no Governo, estão em confronto político desde o verão de 2015, num diferendo que extravasou para o Parlamento e o tem impedido de funcionar. A crise política motivou já a visita de uma delegação do Conselho de Segurança da ONU, que recomendou aos líderes guineenses "respeito pelas regras institucionais".

Na cimeira da CPLP prevista para este verão, no Brasil, os chefes de Estado e de Governo dos nove países deverão aprovar a visão estratégica e indicar o próximo secretário-executivo, que sucede ao moçambicano Murade Murargy, que completará o segundo mandato de dois anos.

A CPLP, que comemora em 2016 20 anos de existência, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

Lusa

 

 

 

 

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