ASSINALANDO ANIVERSÁRIO: MpD organiza conferência em Portugal

. Publicado em 11ª Ilha

As comemorações do 24º aniversário do Movimento para a Democracia têm como eixo central a conferência “Ambição 2016: Partidos Sim, Cabo Verde Primeiro”, que reúne dois painéis com personalidades cabo-verdianas e portuguesas que irão debater o associativismo e a diplomacia. A abertura do evento conta com intervenções de Emanuel Barbosa e de Ulisses Correia e Silva


 

Assinalando o 24º aniversário do partido (fundado a 14 de março de 1990), a organização da Região Política de Portugal do Movimento para a Democracia (MpD-PT) organiza um vasto conjunto de atividades em Lisboa, nomeadamente a conferência “Ambição 2016: Partidos Sim, Cabo Verde Primeiro”, que conta com dois painéis temáticos: “Associativismo - Que caminho para melhor servir” e “Missão Diplomática - Entre os interesses superiores de Cabo Verde e as lógicas partidárias”. A conferência está integrada no ciclo “Diáspora em Conferência”, um mecanismo de debate de grandes temas, instituído em março de 2012, altura em que foi promovida a primeira iniciativa (na foto).

O primeiro painel, a ter lugar a 15 de março, conta com a participação de Elton Cardoso, Mário de Carvalho, Carlos Tavares de Pina e do professor universitário e sociólogo português António Pedro Dores, sendo moderado por Marlene Brito. O segundo, na mesma data, chama ao debate José Filomeno Monteiro, Jorge Spencer Lima e o professor universitário português Rui T. Santos, sendo moderado por Fernanda Silva.

A Conferência tem como palco a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e conta na sessão de abertura com intervenções do coordenador do MpD-PT, Emanuel Barbosa, e do líder ventoinha, Ulisses Correia e Silva.

Associativismo em debate

No que respeita ao primeiro painel da conferência, o MpD- PT considera que “neste momento, impõe-se repensar o modelo das associações de molde a delas tirar o maior proveito possível em prol da comunidade cabo-verdiana”, já que “temos associações obsoletas, com corpos diretivos caducos que pouco ou nada fazem pela comunidade” e “outras há que não funcionam adequadamente, outras há ainda que não prestam contas, nem tampouco se reúnem, além daquelas que existem de jure mas não de facto”. Desta realidade, ainda segundo a organização lusa ventoinha, decorre a necessidade de “propor soluções que permitam desenvolver uma relação saudável entre as associações e o Estado de Cabo Verde, que deve reconhecê-las formalmente como parceiras na intervenção junto da comunidade; definir canais de apoio às associações sem condicionar a sua autonomia e sem também as colocar em situações de subserviência em troca de financiamentos de projetos”, sustenta o MpD-PT.

Diplomacia em debate

No que respeita ao segundo painel, o MpD-PT considera que “é generalizado o descontentamento dos nossos emigrantes em relação à nossa diplomacia, em particular, ao serviço consular”, pelo que se impõe abrir caminho a uma “diplomacia interventiva, solidária, que proteja e defenda os interesses da nossa comunidade emigrada, que garanta, acima de tudo, os direitos fundamentais da liberdade e da democracia e o respeito aos direitos humanos”, bem assim “uma diplomacia que promova a nossa identidade através da difusão da nossa cultura, da nossa língua materna” e “virada para que as nossas comunidades emigradas sejam um nicho onde reinam a felicidade, a paz e a tranquilidade, para que possam participar ativamente na construção de um Cabo Verde cada vez melhor”. Daí ser necessário acabar com a “contaminação partidária das nossas missões diplomáticas” e repensar as lógicas de nomeação de diplomatas. 

 

comments

Comentários (0)

Cancel or

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Edição em papel

Brevemente disponível
para download em PDF
(Gratuito)