CIDADE VELHA: Exposição de pintura assinala Dia Internacional de Monumentos e Sítios

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“Identidades: âncoras de passagem” arranca a 11 de abril e prolonga-se até ao final do mês, com a exposição de obras de Manuel Figueira, José Maria Barreto, Alex da Silva, Nelson Lobo e Tchalé Figueira. Mas esta terça-feira iniciam-se as residências artísticas integradas no programa “Sete Sóis Sete Luas: criação, produção e gestão de bens e serviços culturais em Cabo Verde”. O Berço da Nação afirma-se como polo importante das artes plásticas


 

O Dia Internacional de Monumentos e Sítios, que se celebra a 11 de abril, é assinalado este ano com uma exposição de pintura subordinada ao tema “Identidades: âncoras de passagem”, que leva à Cidade Velha obras de Manuel Figueira, José Maria Barreto, Alex da Silva, Nelson Lobo e Tchalé Figueira (na foto), alguns dos nomes mais significativos das artes plásticas em Cabo Verde.

A exposição prolonga-se até 30 de abril e a sua inauguração conta com a presença dos ministros do Ensino Superior e da Ciência, António Correia e Silva, da Cultura, Mário Lúcio de Sousa, e da Educação e Desporto. Fernanda Marques. A iniciativa decorre de uma parceria entre a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, a Curadoria de Cidade Velha e a Direção Nacional das Artes.

Residências artísticas arrancam hoje

A Cidade Velha afirma-se como importante polo das artes plásticas, mas também da música, já que esta terça-feira arranca também a primeira etapa do programa “Sete Sóis Sete Luas: criação, produção e gestão de bens e serviços culturais em Cabo Verde”, realizado com o apoio da Delegação da União Europeia em Cabo Verde, das Câmaras Municipais da Brava, Ribeira Grande de Santiago, Ribeira Grande de Santo Antão, São Filipe e Tarrafal de Santiago, em colaboração com a Associação Juvenil Pró-África.

Artistas plásticos oriundos de vários países luso-mediterrânicos – Moss (França), Ugo Nespolo (Itália), Hassan Echair (Marrocos), Diako (Ceuta, Espanha) – realizarão residências artísticas nas localidades que participam no projeto, num cruzamento de estilos e linguagens artísticas, onde o Festival Sete Sóis Sete Luas pretende contribuir para a abertura dos horizontes culturais de Cabo Verde às mais importantes expressões artísticas do mundo.

A primeira destas residências é na Cidade Velha, com o artista plástico francês Moss (na foto), iniciado na pintura aos 12 anos. No entanto, foi na prisão de Muret (França) – onde esteve detido durante sete anos por assalto a bancos – que Moss se tornou pintor, tendo em consequência obtido a liberdade por decisão judicial. Inspirado no mundo da banda desenhada, na música, em lendas e mitos e nos romances policiais, Moss desenvolve trabalhos de pintura, gravura e escultura em madeira.

Segue-se de 17 a 19 de abril, na Escola de Porto Mosquito, outro laboratório de pintura, com o marroquino Hassan Echair (professor do Instituto de Belas Artes de Tetouan); e de 23 a 25 de abril, de novo na Escola EBI de Cidade Velha, o laboratório de música e de criação de coro das chamadas vozes brancas com o croata Sergio Bernich (professor de música da Escola Galileo Galilei e diretor do coro croata Vox Siparis e do grupo vocal misto Istravaganti).

 

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