RENDIMENTO PER CAPITA: Cabo Verde entre os dez primeiros de África

. Publicado em Economia e Negócios

Mesmo assim, um pobre cabo-verdiano tem um consumo médio de pouco mais de um dólar diário, logo seguido de Angola e Moçambique, respetivamente, com 80 e 70 cêntimos de dólar. A Guiné-Bissau ocupa o sexto pior lugar e, segundo um estudo efetuado pelo Africa Progress Panel, precisará de 76 anos para duplicar o rendimento per capita


 

Um estudo efetuado pelo Africa Progress Panel (APP) indica que Cabo Verde está no grupo dos dez países africanos que mais viram crescer o rendimento per capita no período entre 2000 e 2012, logo seguido de Angola e Moçambique. Segundo o mesmo estudo, composto por um painel de dez personalidades, integrado por Graça Machel e presidido por Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas, a Guiné-Bissau está no pólo oposto.

Neste este top ten, Angola figura como o segundo de maior crescimento e Moçambique ocupa o 8º lugar. De referir que a Guiné-Bissau regista um crescimento per capita negativo, posicionando-se no sexto pior lugar. Este país, a manter-se esta situação, terá de esperar 76 anos para duplicar o seu rendimento, enquanto Angola, Moçambique e Cabo Verde alcançarão o mesmo objetivo em 17anos.

No entanto, pese embora o aparente lado lisonjeiro do estudo, a verdade é que um angolano pobre consome por média menos que um etíope na mesma situação, embora aquele país de língua portuguesa seja considerado já de rendimento médio.

A posição cimeira de Cabo Verde, Angola e Moçambique é, no entanto, muito relativa, tendo em conta o consumo médio diário dos pobres dos respetivos países. No primeiro, fica-se por pouco mais de um dólar; no segundo, por 80 cêntimos de dólar e, no último, por 70 cêntimos de dólar. A grandeza dos pobres é sempre reveladora de grandes fragilidades.

com Lusa | Inforpress

 

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