POLÍTICA MONETÁRIA: MpD defende que modelo de desenvolvimento do país está esgotado

. Publicado em Economia e Negócios

O principal partido da oposição diz que o “Relatório de Política Monetária” do banco central vem dar razão ao que vem reiteradamente afirmando publicamente, pelo que sustenta uma inflexão do quadro ideológico dominante para suster a deterioração do ambiente de negócios e da economia


 

Comentando o “Relatório de Política Monetária” do Banco de Cabo Verde (BCV), o principal partido de oposição considera que este confirma o “esgotamento do atual modelo de desenvolvimento” do país, dando razão àquilo que de “forma insistente” o MpD vem defendendo no debate público.

Segundo o vice-presidente ventoinha, Olavo Correia o BCV sublinha “a continuação da tendência da estagnação económica e da desaceleração do crescimento económico, devendo o País registar uma taxa de crescimento de apenas 0.5 por cento (%), em 2013, com riscos descendentes”, ao contrário do que ocorre globalmente na África Subsaariana (6%) e no espaço da CEDEAO (7%).

Quadro macroeconómico coloca dificuldades acrescidas

Segundo o economista, os dados apresentados pelo BCV destacam ainda “que os financiamentos concessionais estão a minguar”, sendo que “a competição no mercado global é, hoje, muito mais agressiva, num contexto externo desfavorável”. Por outro lado, o banco central refere que “o quadro macroeconómico, sobretudo ao nível de endividamento público excessivo, coloca dificuldades acrescidas para o financiamento da economia, o crescimento económico e o aumento do emprego”, implicando o empobrecimento do país, já que se regista “um nível de crescimento muito abaixo da taxa de crescimento da população, o que sugere um empobrecimento do país”, alega Olavo Correia.

Círculo vicioso

“O BCV vem alertar que esta tendência de estagnação e de arrefecimento económico reflecte uma fraca performance do setor privado, muito por culpa das condições restritivas de financiamento e da deterioração do risco do país”, acentua Olavo Correia, acrescentando: “o MpD entende que sem financiamento não haverá crescimento económico. E sem crescimento económico não haverá empregos. E sem empregos não há rendimento. E sem rendimento não há poupança. E sem poupança não há investimentos”, concluindo estarmos perante “perante um círculo vicioso”. O que só poderá ser interrompido “com uma melhoria radical do ambiente de negócios, com o reforço da confiança na economia e com a mudança do quadro ideológico”, bem assim “com a mudança de modelo de desenvolvimento”, defende o vice-presidente do MpD.

Segundo o principal partido da oposição, é necessário promover uma nova estratégia de financiamento das empresas, bem como apostar na baixa fiscalidade como incentivo ao investimento e à poupança, para além de promover a regionalização do país para potenciar as energias criativas das ilhas, entre outras medidas que considera fundamentais para obstar ao atual modelo, considerado de estagnação.

 

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