CRÉDITO: Afinal, bancos têm dinheiro para financiar empresas

. Publicado em Economia e Negócios

Ao contrário do que sempre foi passado para a opinião pública, a banca caboverdiana tem liquidez e recursos para financiar as empresas, só que não o tem feito até agora. Ou seja, afinal não se confirma a ideia de que o Estado vinha esgotando o capital disponível para concessão de crédito, os bancos é que não estavam para aí virados. Mas, depois de uma reunião com José Maria Neves, a banca já passou a estar disponível


 

A grande novidade da semana é que, afinal, a banca caboverdiana tem liquidez e recursos suficientes para financiar as empresas, contrariando a ideia instalada há muito tempo (pela própria banca) de que o Estado “abarbatava” todo o crédito disponível.

Isto mesmo foi esta quinta-feira, 17, afiançado pelos gestores da banca aos jornalistas e ao país, após um encontro de duas horas com o primeiro ministro. “Os bancos têm liquidez e têm recursos disponíveis, mas esses recursos não têm procura necessária para serem esgotados, por isso estamos abertos e desejamos que apareçam bons projetos para podermos financiar”, disse António Castro Guerra, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BCA. Ou seja, ao contrário das queixas recorrentes dos empresários, as empresas é que não têm recorrido ao financiamento, segundo o PCA do maior banco privado de Cabo Verde.

PM reconhece insolvência das empresas…

Tomando suas as preocupações da banca, José Maria Neves fez referência ao elevado nível de incumprimento das empresas (situado nos 18 por cento), o que estará a inibir a banca de conceder crédito. "As empresas que não têm cumprido contratos estão altamente endividadas, e por não terem capital próprio, têm muito mais dificuldade de acesso ao crédito, mas constatamos que há um forte compromisso de todos, do governo e dos bancos, no sentido de criarmos as condições para que as empresas possam ter um ambiente de negócios mais favorecedor e possam ter melhores condições de acesso ao crédito”, disse o primeiro ministro.

Na reunião, que decorreu durante toda a manhã, foi equacionada ainda a possibilidade de alargamento do capital do Fundo de Garantia Mútua e, consequentemente, do fundo de contra garantia, tendo em vista facilitar os empréstimos bancários às empresas.

Entrando em detalhe na substância da reunião com os banqueiros, José Maria Neves reconheceu que a política fiscal do governo (uma queixa recorrente do setor empresarial) terá de ser melhorada. “Discutimos também a articulação entre a política fiscal e a política de regulação e supervisão bancária a nível do país, e os bancos ficaram de apresentar propostas concretas, não só para que o governo possa melhorar a sua política fiscal, como para que tenhamos propostas novas em relação às práticas de regulação e de supervisão por parte do Banco de Cabo Verde”, sublinhou o primeiro ministro.

com Inforpress

 

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