FIC’2014: Empresários portugueses de olho no apetecível mercado caboverdiano

. Publicado em Economia e Negócios

 

A estabilidade económica, política e social tornam Cabo Verde um mercado apetecível para as empresas lusas. Mas o nosso país está também a ser visto como uma plataforma para a penetração dos produtos e serviços portugueses nos emergentes mercados da África Ocidental


 

Empresários portugueses estão de olho na próxima edição da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), que se realiza na cidade da Praia de 19 a 23 de novembro. A Fundação AIP, através da AIP-Feiras, Congressos e Eventos está a organizar em parceria com a FIC SA, a participação portuguesa na 18ª edição da maior feira económica de Cabo Verde. E tudo indica que, este ano, o número de empresas lusas irá disparar.

Segundo a AIP, “a posição geoestratégica e a estabilidade económica, política e social diferenciam Cabo Verde e atraem cada vez mais, o investimento privado estrangeiro”, razões que levam as empresas portuguesas a sentirem-se atraídas pelo arquipélago. Ademais, “Portugal é o principal fornecedor de Cabo Verde para o qual conta com cerca de 60 por cento [%] do total das importações” das ilhas. Produtos alimentares, combustíveis minerais e lubrificantes, produtos químicos, artigos de papelaria, construção, hotelaria, artigos para o lar, bem como maquinaria e equipamento diverso são setores e produtos que constam da lista de exportações portuguesas para Cabo Verde.

Plataforma para a África Ocidental

O apetecível mercado caboverdiano, a par da crise vivida pela economia portuguesa, são fatores que estão a dinamizar as empresas e empresários lusos para uma forte presença na FIC’2014, que a AIP considera “uma excelente oportunidade para conhecer e contactar empresários, associações empresariais e autoridades caboverdianas, bem como empresários dos países limítrofes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)”. Ou seja, Cabo Verde começa a ser visto como uma plataforma de negócios para aceder aos emergentes da sub-região.

A AIP, no âmbito da participação na FIC, pretende ainda, à imagem do que tem feito em anos anteriores, organizar um Dia de Portugal, integrando um Seminário Empresarial para dar a conhecer as principais oportunidades de negócio e investimento no nosso país, mas da agenda fazem também parte reuniões bilaterais com empresas e entidades caboverdianas, bem como visitas a empresas locais.

 

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Comentários (3)

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  • Mais ainda, Cidadão Atento; por qual razão pensa que Portugal seja responsável por 60% das importações de Cabo Verde? É por o mercado não ser apetecível?! Será que os empresários portugueses estão equivocados?
  • Exactamente por isso, Cidadão Atento, por permitir a penetração nos mercados da CEDEAO, é que Cabo Verde é um mercado apetecível, pois os empresários portugueses vêm no arquipélago uma plataforma de penetração no continente através das empresas caboverdioanas. Ou por qual razão pensa que a AIP está fazer grande mobilização para a FIC?! E não é de supor que a maior organização empresarial portuguesa seja composta por uma horda de imbecis. Não lhe parece?
  • Chamar o mercado de Cabo Verde como APETECÍVEL! É de bradar aos céus. Um país com menos de 500 mil habitantes, com fraco poder de compra e com uma percentagem grande a passar fome... quem diz isso não sabe o que diz. Que C.V. sirva para a penetração portuguesa no mercado da África Ocidental e daí o interesse das empresas portuguesa, sim!

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