Défice da balança comercial aumentou 4,9% no segundo trimestre – INE

Escrito por Editor JSN . Publicado em Economia e Negócios

O défice da balança comercial aumentou 4,9 por cento (%) e a taxa de cobertura fixou-se em 10,7%, no segundo trimestre de 2015, dois pontos percentuais (p.p) acima do valor alcançado no trimestre homólogo do ano anterior


Segundo os resultados das estatísticas do comércio externo no segundo trimestre de 2015, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as reexportações diminuíram (-49,4%), enquanto as importações e as exportações aumentaram 7,2% e 30,8% respetivamente, face ao mesmo período de 2014.

A Europa continua sendo o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo 95,7% do total das exportações. Em relação ao segundo trimestre de 2014, as exportações do arquipélago para esta zona económica aumentaram 31%. As exportações para os outros continentes tiveram evolução positiva, exceptuando para a África, que teve uma variação negativa (-1,2%).

Entre os produtos mais exportados por Cabo Verde no mesmo período, o destaque vai para os peixes, crustáceos e moluscos, com 42,8% do total das exportações e com um aumento de 124,3%, registado neste trimestre, comparativamente ao mesmo período em 2014.

Seguem-se depois, as conservas de peixes, com 41,0%, tendo perdido 15,0 p.p. do peso que detinha na estrutura das exportações, no mesmo período do ano anterior.

Apenas os peixes, crustáceos e moluscos e os vestuários tiveram evolução positiva no segundo trimestre de 2015, relativamente ao período homólogo de 2014.

Quanto as importações de Cabo Verde, no segundo trimestre de 2015, aumentaram 7,2% face ao mesmo período do ano transacto.

A Europa continua sendo também o principal fornecedor de Cabo Verde, com 79,1% do montante total, tendo registado uma evolução positiva de 9,0% em relação ao trimestre homólogo do ano anterior.

As importações provenientes de África e Ásia diminuíram, 14,2% e 31,9% respectivamente, enquanto as da América aumentaram 63,9%, quando comparadas com o mesmo período de 2014.

Constata-se, que, veículos automóveis (61,1%), óleos e azeites (52,7%), arroz (39,5%) e reactores e caldeiras (33,1%) registaram as subidas mais expressivas, enquanto os combustíveis (-10,3%) e cimentos (-9,7%).

De acordo com o INE, no segundo trimestre de 2015, as importações de bens de consumo e de bens intermédios representaram 41,6% e 32,4%, respectivamente, do total das importações cabo-verdianas e evoluíram positivamente, na ordem dos 13% e 23% quando comparados com o segundo trimestre de 2014.

Já os combustíveis e bens de capital evoluíram negativamente, ou seja, 10,3% e 18%, face ao mesmo período do ano anterior.

 

 

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