Agência de rating Fitch coloca nos 120% dívida pública de Cabo Verde

Escrito por Editor JSN . Publicado em Economia e Negócios

A agência de rating norte-americana Fitch prevê que a dívida pública de Cabo Verde deve chegar ainda este ano os 120 porcento do PIB (Produto Interno Bruto), valor anteriormente projetado para 2017

 

 

No relatório sobre a economia cabo-verdiana, a Fitch mantém o rating do país no nível B, mas com perspectiva de estabilidade da dívida pública no biénio 2015-2017. Esta previsão é, segundo a Fitch, “baseada na assunção do declínio dos défices orçamentais e na previsão de um crescimento económico moderado”.

De acordo com essa agência internacional, a elevada dívida pública do país representa a principal fraqueza no acesso ao crédito, uma vez que se registou um rápido crescimento. Passou de 57% do PIB, em 2008, para 120%, em 2016. Ou seja "mais do dobro da média que caracteriza a categoria B e que é de 51% do PIB". Este facto reflecte-se no programa de investimento público para melhorar as infra-estruturas e as receitas fiscais moderados relacionados com o fraco crescimento, escreve a Pana.

Para esta agência americana, a sustentabilidade da dívida é um tema sensível, uma vez que "76% da dívida é em moeda estrangeira, sendo que os riscos são mitigados tendo em conta os baixos custos dos valores em créditos e dos prazos de maturidade serem longos".

Estima-se que o défice orçamental tenha diminuído para 4,8% do PIB em 2015 quando, no ano anterior, se situou nos 7,4%. O crescimento das receitas e a diminuição das despesas são apontados com os dois fatores que contribuíram para este aspecto. Esta diminuição ficou a dever-se ao crescimento das receitas e à diminuição das despesas, le-se no mesmo site.

Por isso que o Governo, de acordo com a nota da agência de rating, aponta para um défice orçamental de 3,5%, em 2018, um valor que seria alcançado através de medidas que controlem as receitas e as despesas do Estado, o que implicaria que as despesas de capital, que já desceram de 10,3% do PIB em 2012 para 6,6% em 2015, diminuíssem ainda mais.

 

 

 

 

 

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