As duas paixões de Ivan Almeida

Escrito por Editor JSN . Publicado em Grande Entrevista

Ivan Almeida é um conceituado basquetebolista cabo-verdiano na Ligue Pro B de França. O internacional cabo-verdiano está dividido entre o basquetebol a nivel profissional e com a música a sua grande paixão nos tempos livres. No alto dos seus 1.98 cm, admite a melhoria das condições de trabalho da seleção nacional embora haja muito por fazer no basquetebol cabo-verdiano.


O JSN entrevistou Ivan Almeida que completou no passado dia 10 de maio de 2016, 27 anos

 

 

 

JSN - Ivan como está a decorrer o campeonato de França?


Ivan Almeida - Em termos pessoais a época tem decorrido bem. Ao nível da equipa, tivemos alguns precalços desde o início, pelo que a classificação não é a melhor (16º lugar em 18 equipas). Muitas mudanças no seio da equipa não permitiram a estabilidade desejada, no Roanne.

 


Já foi considerado por várias vezes para o cinco inicial?

“Este ano estive no cinco ideal várias vezes. Na época anterior, foram mais vezes visto que a equipa teve mais números de vitórias”.

 


Sentiu algumas dificuldades de adaptação?

Quando vim jogar no campeonato da PROB (2ª Liga) da França, fui muito bem acolhido no Lille, onde encontrei um Presidente Africano do Togo que deu-me todo o apoio. Não tive grandes dificuldades em adaptar-me, dado que como profissional sabia o que me esperava e apliquei a fundo para poder estar à altura. As condições de trabalho em França são boas e o nível de basquetebol também no Roanne igualmente.

 


Aonde ainda pretende chegar no Basquetebol?

O meu sonho é ir tão longe quanto possível. Só que na vida real existem muitas variáveis e imponderáveis que não podemos antecipar qual será efetivamente o nosso futuro.
A ideia era jogar no NBA. Mantenho esta chama ainda acessa”.

 


Já foi internacional ainda continua a pensar na seleção?

Sim. A última participação foi no Afrobasket 2015 na Tunísia. Continuo disponível como sempre estive para dar o meu contributo à camisola da seleção nacional, caso mereça a confiança do treinador.

 


Em seu entender o que falta a Cabo Verde para evoluir mais na modalidade?

“Gostaria de poder responder a essa questão, mas neste momento tenho pouco contato com o basquetebol praticado em Cabo Verde. Desconheço como são organizadas as competicões. Ouvi dizer que na cidade da Praia a organizacao é das melhores. A nível de seleção houve muitas melhorias, mais ainda existe muito trabalho a fazer.

Do meu ponto de vista, os dirigentes, sabendo que são os jogadores que trazem os resultados, prioritariamente, as atenções devem recair nos atletas, criando as condições para poderem melhorar a performance”.

 

Consegue conciliar o basquetebol e a outra sua paixão a música?

“Consigo conciliar bem essas duas paixões. Passamos em média 4 a 5 horas por dia a praticar basquetebol como profissionais e nos meus tempos livres prefiro fazer música.

 


Como começou o bichinho da música?

“Comecou em 2004, quando um amigo de infância iniciou na música também. Ele passou -me o primeiro software que na altura chamava-se E-Jay 5.Era um software que apresentava os samples de instrumentos e tinhamos so que juntar vários samples e compunhamos o instrumental. Hoje em dia já faço os meus próprios samples com os meus instrumentos midi e um software já mais avançado”.

 


Tem conseguido algum sucesso na música?

A música que faço foi sempre para ocupar os tempos livres e também porque gosto. Foi há dois anos atrás que um amigo, que joga na seleção de Cabo Verde também, ouviu um instrumental meu e mostrou interesse em gravar nesse instrumental. Enviei-lhe o som e ele gravou a música e gostei do produto final. Apartir dai, comecei a pensar um pouco mais a sério no que fazia. Posso adiantar que eu e um outro amigo de infância estamos a preparar um álbum que espero que esteja pronto antes de 2018 (ahahaha), mas um EP vai sair brevemente.

 

 

VA

 

 

 

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