JOSÉ MARIA NEVES: Adesão da Guiné Equatorial à CPLP é “um grande passo”

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O Primeiro-ministro de Cabo Verde sempre foi um entusiasta da adesão deste país dominado pela ditadura feroz de Teodoro Obiang. O chefe do Governo disse mesmo que a adesão “é estratégica para a afirmação e para o desenvolvimento da comunidade"


 

Comentando a recomendação de adesão da Guiné Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), como membro de pleno direito – decidida na última quinta-feira, em Maputo, pelos ministros da CPLP -, José Maria Neves disse tratar-se de “um grande passo” para afirmação e desenvolvimento da comunidade lusófona. "Acho que representa um grande passo. Tenho dito que a presença da Guiné Equatorial na CPLP é estratégica para a afirmação e para o desenvolvimento da comunidade", referiu o chefe do Governo cabo-verdiano.

O Primeiro-ministro falava aos jornalistas à saída do encerramento do Fórum Nacional de Saúde que, durante dois dias, teve lugar na cidade da Praia e contou na sessão de abertura com a presença do Presidente da República.

Em declarações à agência Lusa, José Maria Neves (que sempre defendeu a adesão do país dominado, desde 1979, pela ditadura feroz de Teodoro Obiang), disse acreditar nas “reformas” em curso na Guiné Equatorial e que, no futuro, estas irão beneficiar este país e a própria CPLP.

com Lusa

 

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Comentários (2)

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  • Um grande passo atrás...lambesku
  • O problema da posição do PM (e da CPLP) tem uma fragilidade. Dando de barato que se pretende a adesão da Guiné Equatorial (independentemente de quem esteja no poder), porquê não aplicar o mesmo princípio à Guiné-Bissau, onde o poder é resultante de um golpe de Estado (precisamente como o de Obiang) e onde até não está instituída a pena de morte e onde a comunidade internacional acompanha o processo eleitoral (ao contrário do que tem acontecido nas eleições fantoches promovidas pelo regime de Malabo)? A posição do PM (e da CPLP) decorre apenas de uma coisa: o negócio, o dinheiro como ascendente sobre os direitos humanos. Mais ainda, o que tem este país a ver com a lusofonia?

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