ARÁBIA SAUDITA: Rei Abdullah mantém filhas em cativeiro há mais de uma década

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Com as princesas encontram-se mais duas irmãs que não são filhas do monarca. O rei pretende pressionar a ex-esposa e mãe das mulheres a regressar ao país, depois de um mediático processo de divórcio ocorrido há mais de dez anos. O caso foi denunciado pela jornalista libanesa Hala Jaber


 

O autocrático monarca da Arábia Saudita, Abdullah (na foto), mantém duas filhas, Sahar, de 42 anos, e Jawaher, de 38, em cativeiro há mais de uma década. Com as princesas estão na mesma situação duas irmãs que não são filhas do rei (Hala, de 39 anos, e Maha, de 41). As mulheres conseguiram entrar em contacto, através de telefone e email, com a jornalista libanesa Hala Jaber, uma colaboradora do Sunday Times, que denunciou a situação.

Segundo as filhas de Abdullah, elas estão presas numa área do palácio com acesso restrito e estão sujeitas a duras condições. E a punição das mulheres terá a ver com o divórcio de sua mãe Alanoud Alfayez. "O rei pediu-me para voltar para ele e recusei. Nunca pensei que ele castigasse as minhas filhas por minha causa", disse a ex-esposa do monarca, acrescentando: "Elas ligam-me a chorar, não aguentam mais. O meu advogado tentou viajar para a Arábia Saudita para se reunir com elas mas não o autorizaram". Alanoud já denunciou o caso às Nações Unidas, mas parece que de nada serviu.

Desde 2005 no trono da Arábia Saudita, Abdullah, que tem 38 filhos de várias mulheres, dirige o país com mão de ferro, o único do mundo onde as mulheres não podem conduzir e, segundo as Nações Unidas, um dos mais violentos com as mulheres. O que não impede, contudo, de ser o maior aliado ocidental na região, nomeadamente dos Estados Unidos da América que tem vindo a “fechar os olhos” à insanidade do regime e às violações dos direitos humanos.

 

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