GUINÉ-BISSAU: Candidato do PAIGC segue em frente na segunda volta das presidenciais

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Segundo as primeiras estimativas, pelo menos na capital, José Mário Vaz chega a triplicar o número de votos face ao seu adversário, Nuno Nabian, apoiado pelo PRS. O que parece ter aumentado é a abstenção, comparativamente à primeira volta, já que está em curso a campanha de apanha do caju


 

Todas as previsões apontam para que José Mário Vaz (Jomave), o candidato apoiado pelo PAIGC, se sagre vencedor da segunda volta das eleições presidenciais realizadas este domingo na Guiné-Bissau.

Segundo a imprensa internacional, na capital do país Jomav terá mesmo triplicado o número de votos face a Nuno Nabian, apoiado pelo PRS, o segundo maior partido guineense. Entre hoje e amanhã será já possível apurar (como sugerem vários observadores) se a tendência no resto do país é comum à verificada em Bissau, confirmando José Mário Vaz como o próximo Presidente da República.

Eleições livres e transparentes

A Missão de Observação Eleitoral da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) considerou esta segunda-feira que as eleições de domingo foram Livres transparentes e credíveis. Segundo o chefe da missão, Lancina Dosso, o escrutínio decorreu de forma ordeira, com a abertura e o fecho das urnas a cumprirem o horário estabelecido.

Dosso, visivelmente satisfeito com o processo eleitoral, apelou às forças políticas e militares para que respeitem a vontade popular expressa nas urnas.

Abstenção aumentou

A apreciação feita pela UEMOA parece ser uma opinião generalizada. As mesas de voto fecharam à hora prevista, 17 horas locais (16 em Cabo Verde), tendo-se registado um decréscimo de votantes, segundo se prevê, na ordem dos 60 a 65 por cento, ao contrário da primeira volta em que participaram 89 por cento dos eleitores.

O aumento da abstenção é justificado por razões bem práticas que têm a ver com a vida das pessoas e não com a política. "Estamos em plena campanha de castanha de caju que terá óbvios reflexos na disponibilidade dos cidadãos", disse a juíza Kátia Lopes, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), ainda antes do encerramento das urnas. É que muitas pessoas deslocaram-se das suas zonas de residência para os campos para efetuarem a apanha deste fruto e não dispõem de recursos para acorrerem às mesas de voto.

Ainda sem data marcada para a apresentação dos resultados finais, é provável, contudo, que entre amanhã e quarta feira o vencedor seja anunciado pela CNE.

 

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