GUINÉ-BISSAU: Candidato derrotado vai impugnar eleições

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Nuno Nabian diz que os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições não batem certo com as contas da sua candidatura. O candidato apoiado pelo PRS diz que ganhou as eleições mas que vai ver isso melhor


 

Nuno Nabian, o candidato derrotado na segunda volta das presidenciais do último domingo, anunciou que vai impugnar as eleições anunciados esta terça-feira, 20, e que dão como vencedor, por expressiva margem, o candidato apoiado pelo PAIGC, José Mário Vaz.

Segundo uma nota da sua direção de campanha, o candidato apoiado pelo PRS, o segundo maior partido guineense, vai avançar com a “impugnação perante as instâncias competentes, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] e os tribunais, porquanto em muitas regiões do país e mesas de assembleia de voto foram registadas fraudes graves que põem em causa a transparência e a justeza do processo e dos resultados eleitorais", pode ler-se.

Nabian diz que venceu eleições

Não entrando em grandes pormenores, a direção de campanha remete os jornalistas para uma conferência de imprensa a ter lugar em Bissau pelas 11 horas locais (10 horas em Cabo Verde). No entanto, Nuno Nabian, à saída de um encontro com o presidente de transição, Serifo Nhamadjo - onde estavam ainda o seu opositor, o primeiro-ministro de transição, Rui Barros, o próximo chefe do governo, Domingos Simões Pereira, e as chefias militares – adiantou aos jornalistas: "Os resultados que foram apresentados pela CNE não estão em conformidade com os resultados que nós temos. Vamos ver isso melhor, mas eu penso que somos vencedores das eleições", referiu.

Militares reconhecem resultados

Apesar desta posição manifestada pelo candidato derrotado, a chefias militares, que estiveram por detrás do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, reconheceram já o resultado da segunda volta das eleições. Aliás, essa posição foi expressa no referido encontro convocado por Serifo Nhamadjo e confirmada por um comunicado assinado pelo chefe de Estado Maior, António Indjai. Na reunião, o “dossiê” Forças Armadas estive em cima da mesa, com os participantes a pronunciarem-se sobre a reforma do setor e o futuro relacionamento entre os altos comandos militares e as novas autoridades políticas saídas das eleições gerais, conforme referiu o presidente de transição.

com Lusa

 

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