UNIÃO EUROPEIA: Barroso quer subir o PIB com “faturação” das atividades criminosas

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Droga, prostituição, contrabando de álcool e de tabaco, jogo clandestino, entre outras atividades criminosas, passam a contar para o índice de Produto Interno Bruto dos países membros. As novas contas, naturalmente, estão assentes em estimativas


 

Se não fosse sério seria para rir a bandas despregadas: a Comissão Europeia mandou integrar no cálculo do PIB [Produto Interno Bruto] a “faturação” da droga, prostituição, contrabando de álcool, jogo clandestino, contrabando de tabaco e de outras atividades criminosas.

A intenção parece ser “forçar” a retoma no espaço europeu, mesmo que recorrendo a expediente tão heterodoxo. Posto isto, José Manuel Durão Barroso e a sua comissão passam a contar com as atividades criminosas como nicho de criação das riquezas nacionais dos países membros.

Segundo o online português Inteligência Económica, a Itália passa a ser o primeiro país da União Europeia onde as atividades criminosas contam para o índice de PIB, já que aceitou cumprir as novas regras. Gian Paolo Oneto, diretor de contabilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE) italiano já avisou que o PIB naquele país vai disparar com as novas contas que, naturalmente, estão assentes em estimativas. No entanto, o responsável confessa ir ter dificuldades em aplicar a diretiva já que “essas actividades ilegais não são declaradas”.

Ilustrando bem o caráter cómico da situação, o INE deste país difundiu um comunicado oficial onde alerta para o facto de que “o conceito de actividade ilegal está sujeito a diversas interpretações”…

“Diretiva das putas”

A França é que não vai na conversa e descartou em absoluto a possibilidade de vir a implementar uma medida que, nos corredores do poder de Paris, é já conhecida como “diretiva das putas”.

Não se conhecem posições de outros países comunitários, mas em Portugal a diretiva é vista com alguma incredulidade, embora à boca pequena e ironicamente se formule a interrogação: será que neste item serão colocados os milhões ilícitos abarbatados ao BPN por Oliveira e Costa e seus amigos e, ainda, as comissões que os alemães dizem ter pago no caso dos submarinos de Paulo Portas? A ser assim, já se comenta que com esta nova contabilidade valerá a pena multiplicar casos como o do BPN, o dos submarinos, e deixar as máfias à solta para estimular o crescimento do PIB.

com Inteligência Económica

 

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