GUINÉ-BISSAU: União Europeia avalia reatamento de relações

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Após dois anos de costas voltadas, encontra-se em Bissau uma missão da UE. A organização fez já uma estimativa das necessidades imediatas: 150 milhões de dólares poderão ser disponibilizados para garantir o pagamento de salários em atraso dos funcionários públicos e despesas correntes do Estado


 

Para avaliar o reatamento de relações com as autoridades saídas das últimas eleições, encontra-se na Guiné-Bissau uma missão da União Europeia (UE). Integram a missão membros do Serviço Europeu de Ação Exterior e da Comissão Europeia, que permanecem no país até à próxima sexta-feira.

As relações diplomáticas e de cooperação foram interrompidas após o golpe de Estado de abril de 2012, mas a reposição da ordem constitucional reabre a porta do reatamento, estando mesmo em agenda a discussão da assinatura para breve de um novo acordo de pescas, bem assim um eventual apoio orçamental.

Fazer face a necessidades imediatas

Enquanto principal parceira para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, a UE já avaliou as necessidades imediatas do país, tendo o representante da organização em Bissau, Ovídio Pequeno, avançado com a estimativa de 150 milhões de dólares para repor os salários em atraso na administração pública e fazer face a despesas correntes do Estado.

Com a suspensão das relações ficaram congeladas a reforma da Defesa e Segurança, entre outros projetos visando a modernização do estado bissau-guineense, que agora deverão ser retomados.

Para além de encontros com o Presidente da República, José Mário Vaz, o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e outros membros do governo, a missão europeia terá contactos com responsáveis de várias instituições internacionais representadas em Bissau.

com Lusa

 

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