VATICANO: Papa insurge-se contra tragédia da imigração ilegal

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Francisco apontou também o dedo às principais ameaças da paz mundial: a “inveja, egoísmo, rivalidade e a sede de poder e dinheiro”, mas deixou também uma mensagem de esperança ao afirmar, perante representantes de 179 Estados, que a violência não triunfará


O Papa insurgiu-se esta segunda-feira, 13, contra a falta de sensibilidade que leva muitos homens a olhar para os seus semelhantes como se fossem números, numa alusão à chamada “imigração ilegal”, nomeadamente, da América Latina para os Estados Unidos da América (EUA), e de África para a União Europeia (UE). “Perante tais tragédias, infelizmente, verifica-se uma indiferença geral, constituindo um sinal dramático da perda daquele ‘sentido da responsabilidade fraterna’ sobre o qual assenta toda a sociedade civil.” Francisco falava numa audiência ao Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé.

No mesmo discurso, o Chefe da Igreja Católica não se inibiu de apontar o dedo às principais responsáveis por esta e outras tragédias: a “inveja, egoísmo, rivalidade e a sede de poder e dinheiro”, que caracterizou com as principais ameaças à paz mundial.

Violência não triunfará

No entanto, para Francisco, a violência não triunfará: “Parece, às vezes, que tais realidades estejam destinadas a dominar; mas, o Natal infunde em nós, cristãos, a certeza de que a palavra última e definitiva pertence ao Príncipe da Paz, que muda ‘as espadas em arados e as lanças em foices’ e transforma o egoísmo em dom de si mesmo e a vingança em perdão”.

“Não podem deixar-nos indiferentes os rostos de quantos padecem fome, sobretudo das crianças, se pensarmos quanta comida é desperdiçada cada dia em tantas partes do mundo, mergulhadas naquela que já várias vezes defini como a ‘cultura do descartável’. Infelizmente, objeto não são apenas os alimentos ou os bens supérfluos, mas muitas vezes os próprios seres humanos, que acabam ‘descartados’ como se fossem ‘coisas desnecessárias’”, referiu ainda o Bispo de Roma perante uma plateia de representantes de 179 Estados com os quais o Vaticano mantém relações diplomáticas.

com RR

 

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