Joaquim Chissano e Lora Pappa recebem prémio Norte-Sul 2015

Escrito por Editor JSN . Publicado em Mundo

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano, e a ativista grega Lora Pappa, responsável de uma organização de apoio a refugiados, são os galardoados este ano com o prémio Norte-Sul 2015, do Conselho da Europa

 


O prémio é atribuído anualmente a duas personalidades, uma oriunda do Norte e outra do Sul, "que se destacaram no plano internacional pela sua ação em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia, contribuindo para um mundo mais interdependente e solidário".


As distinções serão entregues pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 30 de junho, numa cerimónia na Assembleia da República, escreve á Lusa.


Joaquim Chissano, Presidente de Moçambique entre 1986 e 2005, "é reconhecido pelo seu contributo para o reforço democrático em África e o seu envolvimento na procura da resolução pacífica de conflitos em diferentes zonas do continente, nomeadamente na sua qualidade de enviado especial da Organização das Nações Unidas".


Chissano é o rosto de "um conjunto de mudanças socioeconómicas que transformaram Moçambique e é responsável pela primeira Constituição do país, datada de 1990", além de pertencer aos Conselhos Consultivos de diversas organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas.


Já Lora Pappa, fundadora da organização não-governamental METAdrasi é reconhecida pelo seu "trabalho no apoio e encaminhamento de migrantes e refugiados, sobretudo aos grupos mais vulneráveis como as crianças e menores não acompanhados", refere o Centro Norte-Sul.


A ONG, criada em 2010, pretende colmatar falhas na gestão dos movimentos migratórios na Grécia, nomeadamente na resolução de dificuldades de comunicação. A METAdrasi já garantiu mais de 200 mil sessões de interpretação individuais e evitou que cerca de três mil crianças migrantes fossem levadas para centros de detenção, encaminhando-as para uma rede de famílias ou centros de acolhimento adequados, noticia a mesma fonte.


O Centro Norte-Sul foi criado em 1989, mas só em 1990 iniciou a sua atividade, para estabelecer plataformas de diálogo, em matéria de interdependência e solidariedade, com regiões situadas fora do continente europeu, no quadro da "política de vizinhança" do Conselho da Europa.

Atualmente, conta com 17 países membros: Andorra, Azerbaijão, Bulgária, Cabo Verde, Croácia, Chipre, Espanha, Grécia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Montenegro, Marrocos, Portugal, São Marino, Santa Sé e Sérvia.

 

 

 

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