Papa denuncia quem trava guerras em nome de Deus em encontro inter-religioso

Escrito por Editor JSN . Publicado em Mundo

O papa Francisco denunciou esta terça-feira aqueles que travam guerras em nome de Deus, num encontro com líderes religiosos e vítimas de conflitos para debater o aumento do fanatismo e da violência no mundo

 


"O mundo está em guerra, o mundo está a sofrer", disse o papa argentino antes do início do encontro, ao mesmo tempo que os combates foram retomados na Síria e os Estados Unidos estão a investigar um ataque possivelmente ligado ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).


"Não existe um Deus da guerra", declarou, pedindo a "todos os homens e mulheres de boa vontade, de qualquer religião, orações pela paz".


O Dia Mundial da Oração pela Paz, estabelecido por João Paulo II há 30 anos e realizado na cidade medieval de Assis, no centro de Itália, tem por objetivo lutar contra a perseguição religiosa e o extremismo disfarçado de religião.


O papa lembrou que apesar de nações ocidentais terem sofrido vários ataques terroristas, existem zonas no mundo onde as cidades são arrasadas pela guerra, prisioneiros são torturados e famílias morrem à fome.


"Estamos assustados por alguns atentados terroristas" mas "isto não é nada quando comparado com o que está a acontecer nesses países, nessas terras onde bombas caem dia e noite", disse Francisco durante a missa matinal no Vaticano.


"Quando rezarmos hoje, seria bom que todos sentíssemos vergonha, vergonha que humanos, nossos irmãos e irmãs, sejam capazes de fazer isto", afirmou.


Cerca de 500 representantes de diferentes religiões e leigos estão a participar numa série de mesas redondas, desde domingo, em Assis, para debater violência religiosa, as alterações climáticas ou a crise migratória.


Esta a segunda visita do papa à cidade onde nasceu São Francisco de Assis, que renunciou à riqueza e escolheu uma vida de pobreza, tornando-se num emissário da paz.

 

Lusa

 

 

 

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