UGANDA: Começou a “caça” aos homossexuais

. Publicado em Mundo

Não só é punido quem se envolver em relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, como também todos os que as não denunciem, como é o caso de senhorios ou médicos que, a partir de ontem, são obrigados a informar a polícia. E a lei vai ao ponto de proibir a ajuda médica e aconselhamento a homossexuais portadores de HIV/SIDA


 

A barbárie parece ter-se instalado no Uganda, com a promulgação da Lei que pune os homossexuais e quem não os denuncie. O presidente Yoweri Museveni deu uma machadada nos direitos humanos, mas, a fazer fé nas reações, parece ter dado também um tiro no pé. É que os Estados Unidos da América, um dos principais doadores daquele país africano, ameaçaram já fechar a “torneira” da ajuda económica.

Segundo declarações de Siranda Gerald Blacks (reproduzidas pelo portal Africa DW), da ONG ugandesa “Projeto de Refugiados”, “a lei põe em apuros as pessoas que trabalham ou que vivem com homossexuais. Tanto faz se for como arrendatário ou como médico, quem conhecer estas pessoas é obrigado a chamar a polícia. Se não o fizermos podemos nós ser presos", disse a ativista ao jornal online.

A decisão do Parlamento do Uganda, aprovada na última sexta-feira e promulgada ontem pelo presidente do país, está a levantar um coro de protestos em todo o mundo. Uma lei – diga-se – que vai ao ponto de proibir a ajuda médica e aconselhamento a homossexuais portadores de HIV/SIDA.

Obama ameaça com corte da ajuda americana

Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos da América, considerou tratar-se de uma afronta e ameaça séria contra a comunidade homossexual e uma violação dos direitos humanos, adiantando mesmo que esta lei vai dificultar as relações entre os dois países, deixando no ar uma ameaça.

Os EUA são um dos maiores doadores do Uganda, avançando anualmente com recursos financeiros de valor superior a 290 milhões de dólares. Uma ajuda ao desenvolvimento que irá certamente secar nos próximos tempos, pelo menos até uma mudança de poder no país africano e/ou à prevalência, no mínimo, do bom senso.

Também a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, se pronunciou contra a promulgação de Yoweri Museveni, afirmando que o diploma "institucionaliza a discriminação contra os homossexuais e pode incentivar o assédio e a violência contra as pessoas devido à sua orientação sexual".

 

comments

Comentários (0)

Cancel or

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Edição em papel

Brevemente disponível
para download em PDF
(Gratuito)