IGREJA DE LUTO: Lisboa despediu-se de D. José Policarpo

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Foi num ambiente de grande emoção que os católicos portugueses deram o último adeus ao anterior Cardeal Patriarca, uma figura marcante da Igreja e da sociedade portuguesa que, tantas vezes contracorrente, não se inibiu de opinar sobre as coisas, e que, segundo D. Manuel Clemente, “foi uma bússola de Norte firme"


 

D. José Policarpo, o anterior Cardeal Patriarca de Lisboa, foi na tarde de sexta-feira, 14, depositado no Panteão dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, após a Missa de exequial que teve como palco a Sé da capital portuguesa, tendo percorrido as ruas da cidade num último adeus.

Bússola de Norte firme

O atual Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, visivelmente emocionado, exaltou a figura do seu antecessor dizendo que o “cortejo visível, em que nós participamos, é acompanhado, é transfigurado pelo outro cortejo que está a agora a acontecer", já que "os anjos, os mártires e todos os habitantes da Jerusalém celeste recebem com muito carinho, o carinho que só Deus conhece, que de Deus brota, o nosso irmão que partiu", acrescentando que D. José Policarpo “foi uma bússola de Norte firme" para a Igreja portuguesa.

Clemente acentuou “a serenidade” e “prudência ativa do padre Policarpo”, que disse ter influenciado “a forma de ser Igreja em Portugal", revelando sempre uma "alta síntese de lucidez e bondade”, e que sem “sem a sua marca forte e a grandeza do seu coração” a Igreja não seria o que é hoje na sua convivência com o Estado.

Mensagem do Papa

Na cerimónia, o Núncio Apostólico acreditado em Lisboa leu uma mensagem do Papa onde Francisco sublinha "a preciosa colaboração nos organismos da Santa Sé", bem assim o seu trabalho como reitor da Universidade Católica Portuguesa.

D. José Policarpo foi Cardeal Patriarca de Lisboa de 1998 a 2013 e faleceu na quarta-feira, aos 78 anos, com problemas cardíacos (aneurisma na aorta) que o atormentavam desde há algum tempo.

 

Leia a seguir o depoimento do frade cabo-verdiano da Ordem dos Capuchinhos, António Fidalgo de Barros

 

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