REFERENDO: Crimeia formaliza hoje pedido de integração na Federação Russa

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A ida às urnas deste domingo foi bem elucidativa da vontade do povo. Mais de 90 por cento dos eleitores votaram sim, redesenhando as fronteiras do leste europeu. Mas a União Europeia e os EUA já vieram dizer que não reconhecem o resultado do referendo, uma posição meramente formal já que ninguém se quer “meter” com o gigante russo


 

Largos milhares de cidadãos celebram nas ruas de Simferopol, a capital da Crimeia, mas também noutras cidades do país, a vitória do sim no referendo que este domingo, 16, levou às urnas mais de um milhão de eleitores e que decidiu pela integração na Federação Russa, cujo pedido deverá ser hoje formalizado às autoridades de Moscovo.

Os números finais ainda não são conhecidos, mas uma sondagem efetuado à boca das urnas indicava que o sim era a opção de mais de 90 por cento dos eleitores.

Militares ucranianos considerados força ocupante estrangeira

Já durante esta semana, a moeda ucraniana deverá começar a ser substituída, circulando em paralelo com o rublo (a moeda russa), mas por resolver está a situação dos militares ucranianos que permanecem na Crimeia. Mas o governo de Simferopol já anunciou que aqueles que não aderirem ao novo exército do país e, posteriormente, ao exército russo, serão considerados força ocupante estrangeira com todas as consequências que isso implica. De qualquer modo, a situação destes militares está já a ser negociada entre os governos de Simferopol, Moscovo e Kiev (a capital da Ucrânia).

Regime fiscal especial

O ministério russo das Finanças anunciou esta segunda-feira que Moscovo está a equacionar um regime fiscal especial para a Crimeia. “Sem dúvida que a integração da Crimeia na Rússia terá um impacto muito sério. Não excluo um regime fiscal especial durante o período de transição”, declarou Sergei Shatalov, o vice-ministro das Finanças.

UE e EUA contra integração da Crimeia

Apesar de a saída da Crimeia da soberania ucraniana ser já um facto sem retorno, responsáveis da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos da América (EUA) vieram já a público anunciar que não aceitam o resultado do referendo. “Reiteramos a forte condenação da violação não provocada da soberania da Ucrânia e da integridade territorial e chamamos a Rússia a retornar as suas Forças Armadas para os números pré-crise e para as áreas de base permanente”, afirmou em Bruxelas o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no que foi secundado pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ao acentuar que os EUA não reconhecem o resultado saído das urnas, considerando o referendo ilegal.

 

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