JUVENAL ANDRADE AMARANTE: Recenseamento Eleitoral dos cidadãos cabo-verdianos em Portugal

. Publicado em Opinião

Mega trapalhadas de PAICV de mudar o menos possível para que tudo fique na mesma. Assim, o “avião de combate” do futuro não terá tripulação


 

“Quando nos empenhamos na luta por um ideal todos os combates são exaltantes” - Emídio Guerreiro (fundador do PSD)

Recado enviado de longe

É chegado o momento do soar de alarme na emigração!

O Recenseamento Eleitoral dos nossos concidadãos em Portugal está com muito atraso, e não se brinca com as coisas sérias.

Deve-se apressar este tempo, com urgência, sem mais delongas ou perdas de tempo. Queremos ser um actor e não um mero espectador, neste processo transcendente, que ninguém está excluído de arregaçar as mangas para trabalhar no que der e vier.

Os cabo-verdianos na Diáspora são uma honra, são uma riqueza, são uma fortuna, devem ser tratados de uma maneira digna, com carinho, amizade e respeito.

A política é uma actividade nobre, complexa e difícil. Deve ser feita olhos nos olhos, mas com respeito, verdade e sentido de solidariedade: É o caminho para que nos tornemos melhores pessoas, e com mais utilidade para a sociedade em que vivemos.

Os cem mil cabo-verdianos, que estão radicados em Portugal (são cem mil pedras preciosas), merecem atenção extrema, para que todos possam exibir a sua inscrição no Recenseamento Eleitoral que se avizinha. “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não…” (Adriano Correia de Oliveira)

É chegada a hora de dizer sim, para que este trabalho se inicie o mais depressa possível.

O que se tem para fazer, deve ser bem feito, a incoerência do partido PAICV já está para além da redenção.

Este partido está num quadro de lamentável anacronismo político, e mergulhado numa amnésia colectiva.

Quase tudo do prometido está por fazer.

Do que precisamos é de menos promessas e mais ação continuada e persistente.

Às vezes olho para o Governo do PAICV, em termos futebolísticos, e comparo alguns a jogadores de bola parada, já para não falar dos que metem golos na própria baliza.

A manipulação, a demagogia desse partido, deixa muito a desejar; a falta de honestidade e o golpe palaciano que vem fazendo há alguns de anos para cá, já basta.

Estamos vigilantes e não vivemos na entrega da cegueira, e havemos de vencer todas as vicissitudes que não faltarão em todas as vidas.

A queda do Muro de Berlim foi há vinte anos, o reatamento do regime democrático há trinta e cinco, e o desaparecimento do epicentro soviético desmoronou como um castelo no ar.

Apelo aos meus compatriotas deputados do MpP na Assembleia Nacional da Praia, para dizerem não ao Recenseamento Eleitoral estabelecido pelo Governo do PAICV para o prazo de dois meses – é insuficiente e não satisfaz os legítimos anseios da comunidade cabo-verdiana na Diáspora.

É fundamental que seja um Recenseamento Eleitoral por seis meses, seria benéfico para a esmagadora maioria da nossa mencionada comunidade.

Senhores deputados, a emigração será o que nós sonhamos e funcionará como nós queremos. “O sucesso só será possível se remarmos todos na mesma direcção”.

O Governo do PAICV, está desesperado e sem pingo de vergonha não sabe onde meter a cabeça, porque já viu sem sombra de dúvida que a vitória de 2016 é inequivocamente certa.

A política do PAICV é uma miragem, está deformada, os governantes estão desorientados.

Senhores deputados da Nação Cabo-Verdiana, o futuro ganha-se e perde-se todos os dias, temos que escolher a Esperança em vez do Medo, salvar a emigração neste preciso momento, é como se espetar agulhas num cadáver o fizesse ressuscitar.

Os cabo-verdianos que comecem a trabalhar na mudança, faltam-nos dois anos para chegarmos à “Terra Prometida”.

Que Deus me ajude a ser útil e fiel ao meu país, onde me viu nascer neste pequeno berço de amor.

Não vejo razões para parar. Desde que mantenha aptidão, a voz, o raciocínio de “cabeça fresca”, e as condições físicas para trabalhar.

Para terminar, os cabo-verdianos, desejam e merecem melhor, uma Democracia madura, que das dificuldades faz oportunidades, e dos desafios ocasiões de mudança.

É isso que o debate sobre o estado da Nação Cabo-Verdiana deve evidenciar: que todos queremos ganhar a batalha de Cabo Verde, que podemos ganhá-la e que vamos conseguir. “Sim, nós podemos: Sim, nós vamos conseguir” (Obama).

Juvenal Andrade Amarante* | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 *emigrante em Portugal

 

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