JOSÉ HENRIQUE FREIRE DE ANDRADE: Porque “Somos diferentes, fazemos diferentes”

. Publicado em Opinião

Podemos dizer seguramente, que os princípios ideológicos do MPD são compatíveis com os do Estado de direito democrático. Daí que, não há necessidade de estarmos a mudar de princípios por amor ao partido, muito menos mudar de partido por amor aos nossos princípios

 

 

Dizia Winston Leonard Spencer Churchill: “ Alguns homens mudam de partido por amor aos seus princípios, outros homens mudam de princípios por amor ao seu partido”.

Certamente ninguém duvida desta indomável afirmação. Aliás, isto é uma questão recorrente, no seio dos jovens políticos das sociedades hodiernas, com reflexos iminentes e imparáveis em Cabo verde.

É habitual dizer que em Cabo verde existem dois maiores partidos que ocuparam o arco do poder: O Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV e o Movimento para Democracia – MPD, sem menosprezar os outros partidos políticos que humildemente continuam a dar os seus contributos para o fortalecimento da democracia pluralista.

De entre esses dois maiores partidos, existem diferenças enormes no tocante aos princípios/valores que cada um cultiva e defende. Nós do MPD somos diferentes, fazemos diferentes, porque realmente somos deles diferentes, desde do ventre da mãe pátria.

Caros leitores! Estas diferenças são fáceis de entender. Atrevo-me a elencar algumas dessas diferenças: O MPD, que defende os ideais do liberalismo, desde a sua criação, harmonizou os seus princípios/valores com os princípios informadores do Estado de direito democrático, ínsitos no texto constitucional de 1992. Podemos dizer seguramente, que os princípios ideológicos do MPD são compatíveis com os do Estado de direito democrático. Daí que, não há necessidade de estarmos a mudar de princípios por amor ao partido, muito menos mudar de partido por amor aos nossos princípios. Afinal são os mesmos que os nossos cidadãos querem, que a igreja quer e que a constituição consagra.

Por sua vez, o PAICV parece ter carácter dúbio, em relação aos princípios/valores de que defende. Pois, afinal não são os mesmos princípios ideológicos que norteiam as suas políticas, são princípios contrários aos do Estado de direito democrático. Por isso, muitas vezes «forçosamente» os seus dirigentes e militantes mudam de princípios «constitucionais e institucionais» por amor ao PAICV.

Há centenas de casos, circunstâncias e situações que nos diferenciam, podemos elencar algumas: i). A propósito da exclusão das alunas grávidas, “Esta nação, amigos, ainda alberga em si populares, intelectuais, quadros, políticos, mentalidades e cultura que aceitam, em pleno séc. XXI e numa democracia cheia de basofaria institucional mas ainda longe do PRM, que uma adolescente, por estar grávida, não pode continuar os estudos” (Jorge Carlos Fonseca); ii) o nepotismo perpetuado pelo PAICV, em que já perdemos as contas e os nomes dos seus actores, sendo a mais paradigmática, o caso da JHA; iii) a situação lamentável dos doentes evacuados para Portugal; enfim (…).

Neste patamar de descaramento e irresponsabilidade por gentes e entes públicos uma questão sai a tona: Que fazer? Muitos dizem que os partidos e os políticos são todos iguais, mas não é verdade, SOMOS DIFERENTES, FAZEMOS DIFERENTES (!?).

SOMOS DIFERENTES, é sabido por todos. Tínhamos feito diferente, lembrem-se?

FAZEMOS DIFERENTES, pois, precisamos de ser legitimados pelos vossos votos, sem sombra da estrela negra. A nossa resposta, efectiva-se na mudança. Com a abertura do novo ano político, no passado dia 04 de Outubro e as eleições eleitorais de 2016, o MPD turbina-se, a Bandeira da mudança, quando hasteada, assobiará, com os ventos da mudança, soprando de Santo Antão à Brava, entoando o Hino Nacional com as suas próprias melodias, sem cinismo e inveja, pois estávamos lá, aprovámo-lo, não abandonamos a sala.

Somos diferentes, fazemos diferentes, porque acreditamos que a juventude é o sal e o fermento para qualquer país, para qualquer organização. Ter grandes experiências, não é de fundamental importância. O que importa é ter grandes expectativas e uma grande esperança na mudança, porque a juventude é o grupo que renova, que questiona; é a juventude que capta as mudanças com mais facilidade. Qualquer governo que não invista na juventude, é egoísta e ignorante. A juventude Cabo-verdiana, dos nossos dias é uma juventude muito sofrida, mais do que em qualquer outra época, apesar de ser a mais qualificada de sempre. As famílias estão cada vez mais a definhar (http://videos.sapo.cv/2zG8Jnzkc1NfWRvGzmne). É caso para se referir e lamentar a recente situação em que “o Ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, disse ter recebido com “alguma surpresa” o alerta lançado pela edil Rosa Rocha sobre a existência de famílias a passarem fome no Porto Novo” (sic).

Nas periferias das nossas cidades (vinte e duas cidades), a juventude está cicatrizada emocionalmente, uma juventude muito controlada pelo «partido» e pelo sistema, num martírio de se escapar da fome transforma-se num «o homem-voto» vulnerável, face de ceder a qualquer preço.

Mas quando olhamos para a frente, a questão do emprego, da segurança, da justiça, da habitação, em fim de ter uma vida digna, não é fácil. Por isso, a grande questão é a esperança. O desafio do MPD é devolver aos Cabo-verdianos a esperança, ajudá-los a sonhar de novo e juntos trabalhar para o sucesso da mudança. A juventude é a nossa aposta, por isso, aprende a sonhar, a ter esperança, a ser uma força de transformação, de renovação.

O actual governo tem colocado as infra-estruturas no centro (dão mais votos), não a pessoa humana, condenando o país inteiro à morte, aliás, estamos na sombra da estrela negra, que nunca radiou, em parte alguma.

Em jeito de síntese, somos diferentes, fazemos diferentes, porque: O liberalismo (MPD), não é o socialismo (PAICV) e não será nunca (…). O socialismo pretende destruir a pessoa humana, sugando o sangue dos vulneráveis à troca de votos, para se perpetuar no poder, enquanto o liberalismo construi o homem - pessoa humana, sangrando nos sagrados princípios do Estado de direito, que por ele foi criado.

José Henrique Freire de Andrade | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

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