EMANUEL BARBOSA: Partidarização e a desorganização das missões diplomáticas

. Publicado em Opinião

Neste particular, confesso que fiquei com muita pena ao ver o deputado Arnaldo Andrade no triste e inglório papel de defender o indefensável. Pois, o deputado do PAICV tentou fintar os factos, mas não conseguiu

 


Na sequência da intervenção do colega deputado Orlando Dias - relativamente a Diáspora Cabo-verdiana em África, que vem sendo bastante fustigada por ausências ou más políticas do governo do PAICV liderado pelo Sr. José Maria Neves - veio à baila a questão da partidarização e da desorganização das nossas missões diplomáticas.


Uma velha questão que urge ser resolvida, no entanto o PAICV ao invés de arrepiar caminho faz fuga em frente.


[DEPUTADO DO PAICV TENTA JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL]

Neste particular, confesso que fiquei com muita pena ao ver o deputado Arnaldo Andrade no triste e inglório papel de defender o indefensável. Pois, o deputado do PAICV tentou fintar os factos, mas não conseguiu, pois a verdade, como é óbvio, superou a demagogia.


[ALGUNS EXEMPLOS QUE CONSUBSTACIAM A PARTIDARIZAÇÃO E DESORGANIZAÇÃO DENUNCIADA]

Além das questões avançadas pelo colega Orlando Dias, adicionei os seguintes factos insofismáveis que o deputado Arnaldo Andrade conhece muito bem e sabe que não tem como desmentir:

1). Em tempos foi disponibilizada parte das instalações da nossa embaixada em França para servir de residência a um seu funcionário rotulado como sendo próximo do PAICV;


2). Na mesma embaixada o pessoal do PAICV tinha livre trânsito como se da sede do PAICV se tratasse;


3). Discricionariamente as associações próximas do PAICV têm recebido verbas avultadas, como sendo a de Lisboa que recebeu mais de 70.000 Euros e uma outra da cidade de New Bedford - USA que foi brindada pelo ministro da cultura, Mário Lúcio, com 5000 dólares. No primeiro caso, claramente, para tapar buracos da gestão dolosa dos camaradas que no passado estiveram a frente desta instituição;


4). A Senhora Embaixadora em França nos seus périplos tem sido acompanhada pelas estruturas do PAICV, como foi em Lyon em que se fez acompanhar pela associação das batucadeiras do PAICV;


5). O Consulado Honorário em Marselha há muito tempo que estava ao Deus-dará, sem fiscalização, praticando preços exorbitantes pelos atos consulares, violando a tabela dos emolumentos, tendo alguns Cabo-verdianos de Marselha pago mais do dobro para obter um passaporte;


6). Recentemente a embaixadora em França, fez um encontro com a comunidade de Marselha, limitando aos presentes a colocação de apenas uma questão o que gerou um grande descontentamento porque viu-se que foi uma estratégia para calar as pessoas e não ouvir as verdades quanto às irregularidades que grassam no consulado Honorário desta região de França;


7). A obstrução ao recenseamento dos Cabo-verdianos no estrangeiro é feita via partidarização das nossas missões diplomáticas. Senão vejamos: quem na diáspora tem responsabilidade para efetuar recenseamento fora dos períodos eleitorais? São os serviços consulares. Quem têm negado cumprir com o que está consagrado no Código Eleitoral, não procedendo ao recenseamento? Também, os serviços consulares. É claro que esta inação está enquadrada na estratégia do PAICV, pelo que é um indicador grave da partidarização das nossas missões diplomáticas.


Factos são factos.


Emanuel Barbosa | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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