LUÍS FILIPE TAVARES: A confiança na economia e nas instituições é o nosso maior activo

. Publicado em Opinião

O Banco de Cabo Verde deve ser, a todo o tempo, um fator de promoção e de transmissão de uma imagem de boa governação corporativa, de previsibilidade e de estabilidade da nossa economia

 

 

É neste quadro que o MpD vem defendendo o reforço da autonomia e da independência da entidade de regulação e supervisão do sistema financeiro, enquanto fator de promoção da confiança no nosso sistema financeiro e de reforço da competitividade externa da economia de Cabo Verde.

Este Governo pensa diferente. Pelas acções e omissões. Só assim se justifica que o BCV continua, desde há meses, injustificadamente, sem Governador. Por culpa exclusiva do Governo.

O Governo teve tempo disponível para cuidar dessa substituição, assim como da substituição do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal.

Estas graves omissões atentam contra o princípio da boa governação corporativa que deveria ser apanágio do Banco de Cabo Verde e vem prejudicando, seriamente, o desempenho do Banco de Cabo Verde e a sua imagem que se quer de credibilidade e de confiança.

A criação de condições para o normal funcionamento do Banco de Cabo Verde deveria assim representar para o Governo e o país uma prioridade. Infelizmente, não tem sido. O Governo tem de assumir as suas responsabilidades.

Só esse anormal funcionamento dos órgãos de Administração do Banco de Cabo Verde pode justificar a não publicação do relatório de política monetária relativo ao segundo semestre deste ano.

O Banco tem por atribuição principal a manutenção da estabilidade dos preços. Neste quadro e nos termos estatutários e legais, ele deve entregar, semestralmente, ao Governo e mandar publicar, um relatório de política monetária, contendo: A descrição e a explanação das razões da política monetária a ser seguida nos próximos seis meses; A descrição dos princípios a serem seguidos pelo Banco na adopção e implementação da política monetária para o ano seguinte ou outro período de tempo determinado pelo Banco; c) E uma revisão e avaliação da política do Banco implementada durante o período correspondente ao último semestre.
Esse relatório tem sido publicado, nos últimos anos, nos meses de maio e de novembro, tendo a publicação deste último antecedido sempre o debate sobre o orçamento do Estado.


Contudo, o relatório de política monetária relativo ao segundo semestre deste ano não foi ainda publicado e nem sequer houve uma justificação da parte do Banco de Cabo Verde, como seria desejável.

Trata-se de uma questão de transparência e de confiança na gestão  da política monetária. Um dos maiores activos da nossa economia.

O MpD incita, por isso, o Banco de Cabo Verde a publicar o relatório de política monetária, cumprindo com os estatutos e a lei.

O MpD exige também do Governo a urgente reposição do normal funcionamento dos órgãos de Administração e de fiscalização do BCV.

Cabo Verde não pode e não deve continuar a arcar com os elevados custos desta grave e reiterada omissão do Governo.


Os custos da não nomeação dos órgãos de gestão e de fiscalização do Banco de Cabo Verde.


Cabo Verde e as suas instituições devem estar sempre acima de tudo e de todos.


O MpD exige também do Governo a urgente reposição do normal funcionamento dos órgãos de Administração e de fiscalização do BCV.

Cabo Verde não pode e não deve continuar a arcar com os elevados custos desta grave e reiterada omissão do Governo.


Os custos da não nomeação dos órgãos de gestão e de fiscalização do Banco de Cabo Verde.


Cabo Verde e as suas instituições devem estar sempre acima de tudo e de todos.

Luís Filipe Tavares | Vice-presidente do MpD

 

 

comments

Comentários (0)

Cancel or

Comentar


Código de segurança
Atualizar