TESE SOBRE A REGIONALIZACÃO DE CABO VERDE

. Publicado em Opinião

Numa altura em que o país traça novos objetivos, perante reformas políticas e sociais, a questão do paradigma tradição versus modernidade revela-se bastante pertinente para que possa integrar de forma responsável e harmoniosa a sua própria identidade cultural numa perspectiva de desenvolvimento económico e social

O século XX, ao mesmo tempo que constituiu uma viragem na evolução de Cabo Verde e do seu espaço urbano, constituiu igualmente uma viragem determinante e exigente na evolução dos tecidos urbanos históricos do país.

A ruptura estabelecida durante o período colonial não permitiu à sociedade cabo verdeana desenhar a sua própria modernidade, com base numa evolução natural da sua cultura e numa lógica patrimonial estabelecida com os seus próprios referentes.

Aliás, existem provas concretas que ela ainda prevalece viva no seio desta sociedade, mentalmente dependente das ultrapassadas leis coloniais, por incompetência e inércia dos representantes do povo na Assembleia Nacional.

Daí a necessidade de uma nova atitude político/governamental e social, para que alcancemos um patamar estável para mudanças, e que favoreçam o projeto de Regionalização do território nacional.

A nossa visão Regionalista diz-nos que existe uma necessidade urgente de se instalar uma Comissão Consultiva de Regionalização (CCR), dirigida por uma pessoa idônea e integrada por altos funcionários, universitários, juristas, historiadores, geógrafos, sociólogos, psicólogos, ambientalistas e economistas, com o objetivo de elaborarem um relatório conjunto, a ser entregue num período de um (1) ano.

Como é óbvio, a regionalização que esperamos não é uma simples ordenação técnica ou administrativa.

Ela representa uma opção em prol da renovação e modernização das estruturas do Estado.

Entre os objetivos primordiais do projeto, está o alavancar das economias regionais, de forma a aproximarem-se da de Santiago e seguir em harmonia, rumo ao sucesso econômico, social, cultural e ambiental do País.

Cabo Verde é um Arquipélago constituído por 10 ilhas e 8 ilhéus, daí a necessidade de uma visão ampla do desenvolvimento harmonioso do território nacional.

Esta visão terá que passar pela regionalização do Arquipélago, de forma a pôr cobro às assimetrias existentes, desencadeando uma nova dinâmica governamental e social.

Convém salientar que os respectivos governos de Cabo Verde, (1975-2014) foram impotentes e incapazes de incutir uma nova dinâmica social, profissional e política na sociedade nacional.

O que demonstra uma premente necessidade revolucionária, tanto na administração como na política nacional.


A Voz do Povo Sofredor

 


Carlos Fortes Lopes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

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