TESE SOBRE A REGIONALIZAÇÃO DE CABO VERDE (continuação)

. Publicado em Opinião

Este ano de 2015 é um ano decisivo para as reformas estatais, no nosso país

 


Este é o ano em que teremos que atingir a plena maturidade, como país independente e constitucionalmente democrata.

Completamos, brevemente, quatro décadas de país independente e, continuamos a lutar contra ventos e marés, para alcançarmos um patamar de sustentabilidade nacional.

Os sucessivos governos têm exibido manobras infindáveis e ocas, sempre preocupando com o próximo ciclo eleitoral e a manutenção dos "Tachos" políticos para os seus contribuintes das campanhas.

Somos de opinião de que chegou a hora de o Povo Eleitor fazer parte integrantes do processo de desenvolvimento do nosso Cabo Verde.

Todas as falsas tentativas de políticas viradas para o desenvolvimento das nove ilhas habitadas já provaram de que não passaram de manobras políticas, com um único objetivo global de se ganhar tempo e alongar o período de reposição das dívidas criadas durante o processo de infra-estruturação do país.

As restantes oito ilhas deste Arquipélago foram desfocadas por uma relação de poder que a Capital exerceu sobre a população dessas ilhas abandonadas pelo sistema.

Está bem clara a necessidade de início e continuidade acérrima da defesa da soberania das restantes ilhas do Arquipélago.

2015 será o ano da solução contra a herdada mentalidade centralista e demagoga de governação.

Após quase quarenta anos de governações, centralizadas no poder político da Capital do país, resta-nos, agora, recuperar as ilhas esquecidas e acabar com as assimetrias e a instabilidade nacional.

Para os cabo verdeanos, o dossiê da autonomia das ilhas insere-se na política de regionalização, e terá que ser incluída na revisão constitucional de 2015.

Essa revisão constitucional visará encontrar uma saída democrática para um referendo que durou quase quatro décadas para tornar realidade.

Estamos conscientes de que para os adversários da Regionalização administrativa e política de Cabo Verde esta tese não passa de uma ameaça ao sistema político (de comodismo) existente no país.

Esses senhores da Capital não estão interessados nas dificuldades regionais que, quanto a nós deviam sobrepor aos interesses políticos de qualquer dos partido.

Para a população eleitora do país, esse referendo terá que ser criado e terá que prevalecer, mesmo sendo claro que os decisores da Capital estejam contra o mesmo.

Para além do rigor das condições de vida em Cabo Verde, os políticos da Capital, continuam abordando apenas as estratégias de resgate político das autarquias coordenadas por adversários políticos.

A dignidade das populações que se encontram em situações difíceis e de miséria ou mesmo fome, como declarou a autarca do Porto Novo (Situação) nada representam para os responsáveis políticos nacionais que continuam vivendo nas suas melhores e ignorando qualquer grito de aflição do povo sofredor.

Por inúmeras vezes, temos chamado a atenção dos Deputados Nacionais para a necessidade de uma intervenção isenta de politiquices e virada para as necessidades econômica Sociais, Ambientais e Culturais da população que os elegeu para esses nobres cargos de Representantes do povo.

Está provado de que existe um pretexto de instrumentalização da competição geopolítica dos líderes políticos, defendendo apenas os interesses partidários de cada grupo instalado na Assembleia Nacional e no Executivo.

Neste país onde até as associações de direitos transformaram em reflexos políticos, ideologicamente falso, e os governantes manipulam a imagem, dando ênfase as necessidades político-partidários, nada funciona a favor do desprotegido eleitor.

Ninguém está preocupando-se com as dificuldades e o destino destas pobres ilhas, desprotegidas e totalmente vulneráveis.

Os que deviam proteger o povo eleitor, só estão se preocupando com o próximo pleito eleitoral e como tirar vantagens dos vulneráveis eleitores.

Enquanto muitos dos pseudo-nacionalistas, residentes e no estrangeiro desviam simplesmente a atenção e se fazem de surdo mudo sobre os crimes e injustiças disseminadas como veneno contra o povo cabo verdeano outros aqui vão continuando, incessantemente, a apelar pela necessidade de se respeitar a nossa Constituição e fazer valer a sua razão de existência.

Os jovens estão encurralados pelos ditadores disfarçados de democratas que estão sempre criando novas táticas para oprimir, indiretamente, qualquer um que tente fazer uso dos seus direitos constitucionais.

Existe, em todas as ilhas, identificados grupos de comissários políticos que não se importam em semear confusão e clima de incerteza e vulnerabilidade social, amedrontando os que por ventura esteja a unir à volta de uma ideia revolucionária.

Os observadores sociais estão bem conscientes de que os líderes políticos nunca terão esse prazer juntar-se ação à palavra dos cabo verdeanos.

As campanhas de propaganda, encadeadas através dos meios de comunicação estatal estão criando um mau estar no seio das populações que já não estão dispostas a assistir ao uso abusivo dos órgãos da comunicação social pública, pagas pelos escudos dos contribuintes que iniciaram o ano de 2015 com um aumento de 0,5% do IVA.

Apesar das provas e evidências de implicação de alguns políticos nacionais, em atos de ilegalidade constitucional, nenhum responsável máximo é capaz de exigir a aplicação das leis do território nacional.

Mas pouco a pouco, muitos estão começando a perceber que a única solução viável para acabar com a demagogia política existente neste país, terá que passar pela regionalização do Arquipélago.

Finalmente, estamos convictos de que este ano de 2015 será capaz de aproximar os pontos de vista dos envolvidos no diferendo.
Contra as desagradáveis manobras dos comissários políticos que exercem as suas manobras marxistas para mudar o destino do processo de Regionalização.

 

A voz do Povo Sofredor

 

 

Carlos Fortes Lopes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

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