A FUNÇÃO PÚBLICA E A REGIONALIZAÇÃO

. Publicado em Opinião

O contribuinte nacional continua sendo desprezado pelo sistema

Quando mais necessitamos dos Serviços Públicos Nacionais, financiados com as taxas pagas por nós, somos ignorados e abandonados, sem uma explicação sequer. 

Há que exigir qualidade nos serviços públicos nacionais, pois esses andam à deriva, funcionando ao belo prazer dos funcionários, pagos com as contribuições dos que deviam ser tratados com respeito e carinho profissional e social.

Na sequência das mudanças políticas, em curso por todo o mundo democrático, esperamos uma melhor aplicação, tanto dos dirigentes como os funcionários públicos deste nosso pobre Arquipélago.

É urgente e inadiável que o Governo e as instituições sob a sua tutela adiram às exigências da Qualidade Laboral para que sejam capazes de proporcionar melhores serviços aos cidadãos e residentes deste país.

Há que exigir responsabilidades profissionais, sem distinção, cabendo-nos, a todos, o direito de uma reflexão aprofundada sobre as melhores formas de inovar e desenvolver a Qualidade profissional e ambiental do nosso país.

O poderio administrativo e político não pode continuar a perturbar o bom desempenho e a aplicação dos nossos profissionais.

A Administração Prestadora de Serviços (Pública e Sociedades Anônimas) precisam ser totalmente remodeladas, para que os utentes/contribuintes tenham a oportunidade de conhecer e apreciar o tão proclamado prazer de bem servir, com Qualidade e Objetividade.

Resultados com Qualidade são e sempre serão opções norteadas pela modernização administrativa, com "total" independência das políticas partidárias.

A isenção partidária é uma saudável referência de inovação da gestão dos serviços públicos, em qualquer país democrático.

Ela constitui uma opção que implica transferir o organograma dos processos de produção para um que será dirigido à Qualidade Produtiva e à Satisfação dos Utentes.

A capacidade dessas adaptações nos nossos Serviços Públicos terão que ser traduzidas em realizações de objetivos e eficácias na utilidade dos limitados recursos existentes.

As limitações dos nossos cofres nacionais, e a centralização doentia do poder, nos coloca nesta situação caótica de incertezas na gestão do nosso fraco e frágil recurso nacional.

Tendo em conta toda essa catastrófica situação governamental, econômica e social que vivemos atualmente no país, resta-nos, apenas, ponderar, com seriedade, os prós e contras do sistema político e administrativo da Regionalização do território nacional, para que possamos controlar melhor os poucos recursos que nos restam dos esgotados e limitados créditos ainda existentes.

Com a aproximação dos poderes Administrativos e Políticos os cidadãos se sentirão incentivados em produzir mais e melhor, pondo em prática a suas potencialidades profissionais de eficiência na Função Pública Nacional.

A Regionalização de Cabo Verde trará consigo a eficiência do custo/benefício, com a adaptação à inovação e orientações qualitativas.

Este potencial do sucesso dos Serviços Públicos faz parte do projeto que contará com um profissionalismo ativo, com estratégias de liderança, de Qualidade e Objetividade, abrangentes.

A transferência dos poderes para as Regiões será acompanhada de uma forte motivação e mobilização popular que incluirá o incentivo profissional aos funcionários públicos, com objetivos globais de organização e orientação qualitativa dos serviços públicos e privados.

Os próprios utentes sentir-se-ão motivados em colaborar com a função pública e outros, para melhorar a Qualidade e Produtividade Regional, com vista ao desenvolvimento coeso das Regiões e da Nação Cabo-verdeana.

Pois, o conceito de Qualidade define-se por um conjunto de características que determinam a aptidão do bem ou serviço, com vista a satisfazer a necessidade do utente, o que, durante a transição inicial poderá provocar algumas insatisfações profissionais de ambas as partes.

Tendo em conta os direitos dos cidadãos/contribuintes e o valor dos impostos pagos para sustentar o funcionamento da Administração Pública Nacional, é-nos legítimo uma certa insatisfação quanto às mudanças e a nova estratégia de Qualidade e Eficácia do Serviço Público e Privado Nacional.

Como dissemos inicialmente, somos conscientes das limitações do nosso país e esperamos que saibamos aprender com os bons exemplos que circulam ao nosso redor e que deixemos de lado as prejudiciais casmurrices a que temos estado a ser submetidos pelo sistema político e administrativo atual.

 

A Voz do Povo Sofredor

 

 

Carlos Fortes Lopes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

 

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