CARLOS FORTES LOPES: Municipio de Santa Maria - Ilha do Sal

. Publicado em Opinião

Esta nossa dissertação de hoje conta com a oportuna colaboração do Sr. Antonio Manuel Lobo, presidente da Associação para a Criação do Município de Santa Maria.

Contudo, convém-nos salientar de que reconhecemos de que tanto o Governo Central como a Câmara Municipal investiram no Sal nos últimos anos, mas tanto a Câmara como o Governo erraram nas prioridades e nos timings

 

Senão vejamos:

• O cais da Palmeira deveria ter tido a sua ampliação à 10 anos atrás na época do Boom do Turismo. (Tudo no Sal é mais caro por causa disso!)

• O Aeroporto do Sal, quando chegam os Turistas às quintas-feiras, são obrigados a fazer filas fora da aerogare durante horas. A ampliação do Aeroporto, deveria ter acontecido já a algum tempo, evitando os engarrafamentos que as chegadas dos turistas andam a criar no carente aeroporto Internacional Amilcar Cabral.

• Os acessos aos pontos de interesse turísticos, já estão também com anos de atraso.

• O sistema de esgoto e reciclagem executado pelo governo, já deveria ter sido entregue à câmara há mais de 4 anos.

• Perderam-se 10 anos a discutir quem deveria construir a avenida dos Hotéis. Se a Câmara se o Governo.

• O abastecimento de Água e Energia também não está resolvido.

• O posto de saúde de Santa Maria, é uma promessa não cumprida do atual Primeiro-Ministro.

. O Hospital do Sal, depois de vários avanços e recuos foi construído, mas tem um funcionamento ineficaz e faltam recursos humanos e equipamentos adequados.

• Nunca se respeitou a importância do Sal no contexto nacional, e os investimentos foram canalizados para outras ilhas, prioritariamente para a ilha de Santiago.

• Por politiquices ainda não se criou a Polícia Municipal que tanta falta faz.

• Quanto às Câmaras Municipais aconteceu a mesma coisa; Não tiveram em conta as prioridades duma ilha que vive do Turismo e cujo desenvolvimento está concentrado na zona de Santa Maria.

Durante anos foram investidos milhões na cidade dos Espargos, por ser a zona mais populosa da ilha, numa pura jogada política de compra das consciências eleitorais.

Enquanto se investiu nos Espargos, ignorou-se a pacata população da cidade capital do turismo, deixando-a à mercê do Deus dará, com ruas por calcetar, passeios por fazer e requalificar, jardins sem cuidados mínimos, uma fiscalização municipal deficiente e ou inexistente, um sistema de limpeza e recolha de lixo catastrófico, uma infra-estruturação desportiva precária, inexistência de bibliotecas e centros de juventude, as ruas descampadas, sem arborização necessária, proliferação de quiosques sem casas de banho, poluição sonora, litoral transformado em casa de banho pública, tráfego de prostituição e drogas, sem o devido acompanhamento, devido à ausência de uma corporação policial à altura das necessidades da cidade.

Portanto, como é óbvio, atribuímos as culpas desta caótica desordem social tanto ao Governo Central como à Câmara Municipal.

Os próprios empresários turísticos e a população do Sal estão de acordo de que tanto o Governo Central como o Municipal não investiram o suficiente para colmatar as brechas deixadas pelos inúmeros investimentos privados, na ilha.

É urgente e necessário que se crie uma nova onda de cooperação entre a Câmara e o Governo no sentido de se investir mais, através do fundo do turismo e não só, na requalificação na cidade de Santa Maria.

Pois, para além das incompetências já exibidas, existem inúmeras sugestões para uma possível solução dos graves problemas da cidade capital do turismo nacional.

De acordo com as recomendações finais do encontro entre o Ministério do Turismo e Desenvolvimento, a Câmara do Turismo e as câmaras municipais do Sal e Boavista, o governo tudo fará para retirar as duas cidades de Santa Maria -Sal e Sal Rei -Boavista desta indesejável inércia social.

Espera-se, portanto, que a Ministra Leonesa Fortes, seja determinada na conquista dos necessários consensos governamentais para a alocação das verbas necessárias para a concretização dos vários projectos debatidos no encontro do início deste mês de Fevereiro.

Do pouco que conhecemos, os participantes da reunião apresentaram e concordaram com a necessidade de aplicação de novos métodos na execução dos projectos turísticos nas duas cidades das duas ilhas arenosas.

Uma cidade/ilha que contribui com cerca de 80% das verbas arrecadadas na indústria do turismo que por sua vez representa cerca de 20% do PIB Nacional, não pode continuar no esquecimento do Governo Central.

Espera-se também que a actual Câmara Municipal do Sal seja capaz de sair da sua zona de conforto e identificar potenciais colaboradores para os pequenos projectos a serem levados a cabo na ilha. Especialmente os de menor porte econômico (de fácil execução).

Os munícipes estão à espera de uma maior dinâmica da Câmara Municipal do Sal, no sentido de criar condições para arrecadar mais verbas que serão aplicadas directamente no desenvolvimento das condições turísticas da ilha.

É exigente uma maior atenção na proteção dos locais naturais de atração turística que se encontram em péssimas condições de acolhimento turístico na ilha.

É preciso investir para conquistar clientela. Se o país não investir, urgentemente, nas suas atrações turísticas, estaremos a perder a muito, quanto ao tipo de turistas que estaremos a atrair para o nosso arquipélago.

Aliás, ultimamente, tem-se verificado uma presença turística com muito menos poder de compra, a visitar o nosso Arquipélago, o que já é um fenômeno preocupante para a economia nacional.

Precisamos ter as nossas cidades turísticas limpas e com um saneamento exigente. Melhor serviços bancários, especialmente a nível do fornecimento das máquinas Vint4, nas cidades como a de Santa Maria.

É impreterível A capacitação dos serviços virados para o turismo, como uma melhor fiscalização municipal e melhor qualidade dos serviços de restauração e comercialização turística.
Enfim... Uma lista sem fim!

Os acontecimentos políticos da primeira semana de Fevereiro, veio nos confirmar de que existe uma necessidade urgente da implementação da Regionalização do Arquipélago, trazendo o poder político administrativo para junto do povo da ilha do Sal que quer que seja criado "de novo" um Município com sede na Cidade de Santa Maria.

 

A Voz do Povo Sofredor

 


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