COMENTÁRIO DO DIA: “Tu és pastor do povo do Senhor”

. Publicado em Opinião

“Tu és pastor do povo do Senhor” e “Viva o nosso Cardeal” foram as palavras que se ouviram à chegada do Cardeal. Longe de uma “atuação”, o que se ouviu foi mais a voz da emoção que impedia o canto de fluir… Incrível. Mal se podia acreditar no que ia vendo e sentindo. Surpresas de Deus

 

Era um misto de alegria e admiração pelo momento, que “o clima ficou estranho”, como disse alguém porque o que se queria mesmo era encontrar com o olhar o Cardeal acabado de chegar. Fugiam as palavras do Hino…

O Cardeal aproximava-se de todos e sorrindo a cada um cumprimentava com afecto. Seja na Sala Vip (que recebeu mais pessoas do que as previstas) seja à saída do aeroporto e ainda no bispado, Dom Arlindo “ia ao encontro” das pessoas, como é seu jeito.

SIMPLES CONVITE

A Diocese não fez grande mobilização do povo para ir ao aeroporto nem ao Bispado encontrar-se com o Cardeal Arlindo Furtado. Apenas avisou a hora da chegada do Cardeal Arlindo e convidou os que pudessem ir.

Na terça-feira estava tudo preparado quando se soube que infelizmente o Cardeal não viria…por ter perdido a conexão Roma-Lisboa.

Só hoje de madrugada o Cardeal pisou o solo cabo-verdiano, mas umas centenas de pessoas foram recebê-lo no aeroporto e na sua residência. Era só ver os olhos e a atitude dos presentes para se notar o sentido da fé e o afecto da Igreja-família que deram grande alegria ao nosso Cardeal.

O Cardeal havia dito que “não queria incomodar ninguém” e hoje afirmou que não esperava tanta manifestação de carinho e de fé por parte do povo a essa hora.


MAIS EMPENHO

Em nome da Diocese, o Padre João Augusto Martins, saudou o nosso Cardeal e disse que com esta eleição para o colégio cardinalício, a Igreja reconhece o caminho feito mas também nos diz que quer mais e melhor empenho na evangelização.



HOMENAGEM AOS MISSIONÁRIOS

Depois de saudar os padres, religiosos e fiéis leigos, o Cardeal pediu desculpas pelo atraso da sua chegada devido à greve dos controladores na Itália.

Reiterou que “este momento é uma fase de uma longa história nossa…

Evocou os missionários e missionárias que passaram por Cabo Verde, as famílias e os catequistas, o seminário…enfim, todos os que ajudaram a afirmar o tecido social e religioso de Cabo Verde.

Lembrou o consistório em que foi criado, falou de “momentos muito intensos a nível humano, espiritual e patriótico…” vividos e Roma.

Concluiu pedindo que “demos graças a Deus e procuremos estar disponíveis para corresponder àquilo que Deus quer de nós”.
“Como é bom estarmos unidos. Cabo Verde começou no colo da Igreja, recebeu carinho em momentos difíceis e menos difíceis e é na comunhão, na união que seremos a Igreja de Jesus Cristo…”

Apelou: “Não nos fragmentemos, mas consolidemo-nos como povo para transmitir aos outros o tesouro maior que é Jesus Cristo, que nos quer numa só família”.

“O coração vibra, o meu e o vosso juntos por Cristo, sob a protecção maternal de nossa Senhora…”

A PRIMEIRA BÊNÇAO

Antes da despedida, a primeira bênção em solo cabo-verdiano com votos de um bom sono.

A hora ia avançada…a assembleia abençoada, ia se dispersando a pé e de carro, levando consigo a alegria desse encontro simples e denso que vai ajudar este país a ser um pouco mais pacífico e mais feliz.

 

 

Padre Zé Borja | Sacerdote do Clero da Diocese de Santiago

 

 

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