CARLOS FORTES LOPES: Um olhar cirúrgico nas despesas do Estado de Cabo Verde

. Publicado em Opinião

O Estado de Cabo Verde já alcançou a encruzilhada decisiva e está aclamando por um tratamento de choque social

 

Chegou a hora de respeitarmos os desejos e ambições de todos os cidadãos nacionais, sem descriminação política ou social, e prepararmos para a era do Syriza e ou Podemos Cabo Verdianos.

O cabo verdeano está cansado de ser escravizado pela minoria política da capital e, exige uma nova onda política de Coligação que seja capaz de resgatar o país das garras desses corruptos nacionais.

Já basta da vìlania governamental, na qual se juntam as justificações descarriladas e hipócritas dos que foram eleitos para proteger o país e o seu Povo Sofredor.

As crianças carentes e desprotegidas destas ilhas do Atlântico querem um futuro para este país que os viu nascer e exigem outra postura dos pais, tios e tias, irmãos, avós, familiares e conterrâneos, residentes e na diáspora, para pôr cobro a este desavergonhado jeitinho crioulo e, abrir caminho a uma nova era política, com novos políticos, com carácter, idoneidade e respeito, dando prioridade à respectiva prática da constitucionalidade cabo verdeana.

Nesta sociedade onde os velhos, deficientes e crianças continuam sendo ignorados, os doentes continuam a morrer nos bancos de urgência hospitalar por falta de médico, equipamentos e remédios, só nos resta uma nova onda de políticos para resolver estas inaceitáveis anomalias, num país pobre como o nosso e que se dá ao luxo de estar a pagar, aos CAMARADAS, avultados vencimentos mensais, mesmo com os constantes resultados negativos alcançados.

Pois, já se ouve da boca de alguns Ministros (as) que o Estado de Cabo Verde não tem condições orçamentais para pagar os retroactivos das progressões dos funcionários, IUR, IVA, etc., etc..

Entretanto, enquanto isso tudo acontece, os Deputados Nacionais querem aumentar as suas regalias e benesses parlamentares, para complementar os 136.000$00 por mês, efectuando, anualmente, mais de 9 visitas-com ajudas de custo-aos respectivos círculos eleitorais, acrescentando isso tudo aos subsídios de telefone, combustível, etc., etc., e uma viagem ao exterior para cuidar da saúde pessoal.

Já a nível partidário o recém indigitado Secretário Geral do PAICV (partido que sustenta o governo), foi contemplado com um vencimento mensal de 200.000$00, sem explicações concretas da fonte da verba para tal vencimento (Estado-Partido???). Perguntamos, para não errarmos e, temos o direito de saber.

Já a nível de algumas das famosas empresas públicas nacionais, a fotografia transmite uma imagem colorida e preocupante.

Na CV Telecom, o actual primeiro Vice Presidente do PAICV, Manuel Inocencio é contemplado com 600.000$00 mensais, sem contar as ajudas de custo e outras benesses empresariais.

Nos TACV, o PCA João Pereira Silva, braço direito da campanha interna da Presidente do PAICV recebe uma mensalidade de ganha 500 contos (500.000$00), além das inúmeras recompensadas viagens de negócio que efectua periodicamente.

O recém indigitado PCA do INPS, José Maria Veiga (Zé Bleck) tem um chorudo vencimento de 550.000$00, sem adicionar as outras regalias e benesses da posição.

Nuias Silva Administrador da Caixa Económica 480.000$00 mês +++.

Enquanto isso, temos o Presidente da República com apenas 170.000$00, o Primeiro Ministro 150.000$00, Ministros 140.000$00 e os Presidentes das Câmaras Municipais com os seus respectivos 136.000$00, mensalmente.

Se o Estado de Cabo Verde não está em condições financeiras de arcar com tantas despesas orçamentais, neste presente período de crise que atravessamos, deviamos, por questão de moralidade, reduzir todos os salários escandalosos existentes e não tentar aumentar as regalias dos Deputados que, pelo pouco que fazem e pela má imagem perante a opinião pública, não têm justificado o aumento das inúmeras benesses de que já usufruem.

O mesmo deve acontecer com os salários dos Administradores das Empresas Públicas Nacionais, adequando-os às promessas de contenção na utilização dos parcos recursos públicos, avançados, publicamente, pelo actual PM José Maria Pereira Neves.

Enquanto o governo e as câmaras municipais passam a vida a reclamar dificuldades em resolver os problemas do pais e dos municípios os camaradas são contemplados com esses coloridos salários de centenas de contos, mensais.

O Primeiro Ministro e os seus camaradas fazem discursos de de transparência e idoneidade na utilização da coisa pública, porque os nossos recursos são limitados e não temos dinheiro para investir nisto ou aquilo, enquanto noutras instâncias sempre aparecem exorbitante quantias para recompensar mais um "combatentes" da liberdade da pátria com uma pensão mensal num valor muito mais elevado do que certos dedicados técnicos superiores da função publica nacional.

Pois, o que se verifica é que para os governantes e os seus apoiantes há dinheiro para tudo, enquanto que para a função pública nacional, para investir nos serviços públicos, de acordo com as palavras dos governantes, não resta nada.

Se o povo não aprender a reagir e exigir ficará, para sempre, refém desses parasitas e com o andar da carruagem, Cabo Verde acabará afogado no poço da desgraça econômica e financeira.

 

 


A Voz do Povo Sofredor


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