PEDRO CENTEIO: PAICV, militância forçada nos Mosteiros

. Publicado em Opinião

Nos Mosteiros várias pessoas receberam o cartão de militância do partido PAICV que não solicitaram, onde não consta a sua assinatura e para completar traz uma fotografia que fizeram quando do recenseamento eleitoral de há mais de quatro anos

 


Parece estória mas não é!


Na verdade é triste e revoltante ver gente que de mal formada continua a viver de expedientes para atingir os seus fins. Nos Mosteiros várias pessoas receberam o cartão de militância do partido PAICV que não solicitaram, onde não consta a sua assinatura, e para completar traz uma fotografia que fizeram quando do recenseamento eleitoral de há mais de quatro anos.

Tendo realizado uma breve visita ao concelho no final do mês de Fevereiro, fui encontrando amigos que comigo no passado abraçaram o projeto de uma candidatura independente à Câmara Municipal dos Mosteiros. A conversa era invariavelmente da oportunidade de se reeditar uma mesma iniciativa agora que mais experimentados nos procedimentos e despertos quanto a jogadas adversárias. Qual a minha surpresa quando alguns dos elementos me alertaram para esta “manobra” em uso pelo PAICV no concelho: Nos Mosteiros várias pessoas receberam o cartão de militância do partido PAICV que não solicitaram, onde não consta a sua assinatura e para completar traz uma fotografia que fizeram quando do recenseamento eleitoral de há mais de quatro anos.

Ao que parece este ardil foi utilizado nas últimas eleições internas do PAICV aquando do escrutínio para escolher o presidente do partido e a julgar pelos comentários continua em voga porventura para retirar dividendos nas próximas eleições, nomeadamente autárquicas.

Passo a explicar, este insólito e não solicitado presente teve ainda como destinatários alguns dos elementos mais activos da candidatura independente nas últimas eleições autárquicas nos Mosteiros. Escolhidos quase a dedo, receberam com surpresa o cartão de militante do PAICV que segundo os mesmos nunca solicitaram. Estranharam ainda o facto da fotografia que consta no cartão ter mais de 4 anos e, para cúmulo, ter sido feito por ocasião do recenseamento. Questões que se impõem: como pode um partido ter acesso a estes elementos? Como se explica a ousadia e falta de legalidade em utilizar elementos que deveria estar na guarda da CNE?

Temo no entanto que estas questões, aliás como outras, não conhecerão resposta mas mesmo assim não deixo de as fazer.

Dizer ainda que esta boa fortuna partidária não será de todo inocente se atendermos que esta nova forma de ganhar adeptos, ainda que forçada, poderá num futuro momento eleitoral permitir contestar elementos de uma candidatura por se encontrarem inscritos como militantes de um outro partido.

É por demais revoltante continuar a tomar conhecimento de exemplos como este que atestam uma manifesta falta de cultura democrática vinda de gente mal formada que continua a viver de expedientes para atingir os seus fins.

 


Pedro Centeio | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

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