CARLOS FORTES LOPES: As verdades doem mas elas têm que ser ditas

. Publicado em Opinião

Com que então, vai-se criar um Centro de Emergência na Capital do País (mais Centralização) para atender chamadas de emergências e depois relegar as chamadas para o polo regional na ilha onde a chamada de Emergência havia originado!!!?

 

 

Que raio de país é este nosso Cabo Verde, onde ignorantes fazem como bem entenderem e os outros limitam-se a ficar calados e aceitar sem sequer demonstrarem, publicamente, o seu descontentamento.

Com que então, essas decisões casmurras dos responsáveis máximos das instituições são obras do poder político partidário de quem manda no sistema???

Será que o povo de Cabo Verde nunca mais será capaz de revoltar e demonstrar a esses casmurros, corruptos, arrogantes e incompetentes, que apesar de termos cometido o erro de os eleger para exercerem a função de representantes políticos do povo destas ilhas, os representantes e seus comissários não passam de meros eleitos e não donos de qualquer parcela do país e ou do Estado de Cabo Verde que continua sendo pertença deste povo eleitor destas ilhas desafortunadas do Atlântico.

Jean-Jacques Rousseau já dizia, em 1762, que o homem é naturalmente bom, sendo a sociedade, instituição regida pela política, a culpada pela "degeneração" dele.

Em 2015, com toda a autoridade, poderei comprovar de que o homem cabo verdeano passou a ser um Ser naturalmente corrupto.

Pois, a sociedade de qualquer país é espelho das atitudes dos seus governantes e ou políticos em geral.

Enquanto "O contrato social" era para Rousseau um acordo entre indivíduos para se criar uma sociedade (pacto de Associação), "O contrato social" passou a ser, em Cabo Verde, um mero pacto de submissão ao poder estatal/governamental e á corrupção político-institucional.

 

O QUARTO PODER

Já agora, convém relembrar aos nossos "jornalistas" de que o jornalismo é uma profissão nobre e de que os governantes nacionais são apenas simples funcionários do povo deste país.

O Estado de Cabo Verde é também pertença exclusiva do povo eleitor e não dos corruptos oportunistas que enganaram o povo, através do sistema político partidário ainda existente no país.

Para que as coisas mudem e os políticos mudem de atitude, será necessário apostar num modelo de jornalismo que possa ser capaz de criar e manter um modelo de jornalismo independente, audacioso, brioso e destemido.

Cabo Verde precisa de um grupo de jornalistas capazes de produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população, visando o fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos.

A sociedade Cabo Verdeana está carente de um jornalismo destemido e com brio profissional para produzir reportagens que espelhem a triste e dolorosa realidade do país.

Viajando pelas ilhas, podemos constatar e identificar factos reais de que o jornalismo cabo verdeano está, quase na generalidade, dependente dos políticos da capital.

Assistindo e acompanhando as reportagens apresentadas nos meios da comunicação social nacional, verifica-se claramente que a classe jornalística nacional ainda carece da necessária ousadia e determinação profissional para poderem-se livrar do receio das represálias políticas ainda presentes nesta politizada sociedade.

Os jornalistas nacionais precisam sair do conforto das cadeiras das redações e procurarem recolher os factos noticioso e de reportagem existentes nos bairros periféricos e localidades distantes e dependentes, exclusivamente, da agricultura.

Como já é do conhecimento de todos, existe material em abundância, sobre a violência urbana, violência contra as crianças e contra as mulheres, lavagem de capitais, roubos institucionais, etc., etc..

Muitas dessas violências são resultado da crise nacional, alimentada pela má gestão dos parcos recursos nacionais e o abuso do poderio político da capital, o que poderá, também, ser constituído como parte integrante das denúncias de violações dos direitos humanos.

Já chegou a hora de todos juntos exigirmos que se promova o jornalismo investigativo independente, através de programas de mentorias para jovens jornalistas, bolsas de reportagem e incubação de projetos inovadores de jornalismo independente.

Isto porque o jornalismo precisa estar sempre em renovação, para o bem da classe e da sociedade em geral.

 

 

Carlos Fortes Lopes/ Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

 

 

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