CARLOS FORTES LOPES: É evidente e assustador as práticas de corrupção politíco governantes e, a inércia da PGR e sa PJ Cabo verdianos

. Publicado em Opinião

Durante estes últimos 14 anos temos vindo a assistir a uma preocupante evolução da corrupção político-governamental, enquanto constatamos de que existe uma total inércia do sistema judicial, a qual já foi bem identificada por alguém que conhece, e bem, a casa judicial nacional

 


Palavras essas que, decorridos cerca de 2.5 meses ninguém teve a coragem de dar seguimento e ou investigar com seriedade e responsabilidade profissional.

O partido que sustenta o governo continua a insistir na prática demagoga da política com promessas enganosas e obscuras.

Senão vejamos:

Um Primeiro Ministro prestes a terminar o seu mandato e em vias de integrar a sociedade civil, continua diariamente a fazer inaugurações e lançamento de novas pedras, numa desenfreada atitude de quem pretende deixar o seu nome escrito em todos os cantos de pais, como é apanágio em vários países ditatoriais do nosso continente.

Desde 2006, fala-se muito em números impossíveis de crescimento médio de dois dígitos, desemprego a um digito, promoção de Cabo Verde a hub aeroportuário e portuário, praça financeira internacional, com ética e num ambiente fiscal sustentável e, o resultado alcançado até hoje foi o crescimento económico quase nulo de 0,2%, o aumento do desemprego para 17% (contando os que já desanimaram e deixaram de procurar emprego), a inoperancia total do sector do turismo, com os famosos hubs aeroportuários e portuários hidratados no "Banho Maria".

A ética governamental continua sendo um desejo, insatisfeito, da população destas ilhas, enquanto o ambiente fiscal de perseguição empresarial privado continua sendo o pão nosso de cada dia, com as câmaras municipais a permanecerem na incógnita quanto à legalidade da data de transferência dos valores depois de terem sido privados de receber o valor das respectivas taxas ecológica (este último já é caso de justiça, por corrupção ministerial).

Este governo está em dívida com a maioria dos funcionários públicos, por não ter processado e retribuído a estes sofredores o valor do IUR dos últimos 6 anos, desde 2009.

Uma autêntica afronta aos cidadãos e investimentos privados, neste país de governação autoritária e totalmente partidarizada.

Todos os factos recolhidos apontam para uma governação danosa, corrupta e autoritária, em quase todas as instituições nacionais.

Para argumentarmos a nossa tese, convém referir aqui que há anos atrás, por iniciativa de um grupo com interesses duvidosos deu-se início a uma vergonhosa especulação imobiliária, que acabou por afugentar os investidores estrangeiros, o que deixou o país à mercê das tiranias governamentais de controlo total dos parcos créditos bancários que restaram da passageira euforia imobiliária e, até hoje, ninguém foi penalizado pela justiça.

Milhões têm sido gastos em obras de infra-estruturação do país, (objectos de campanha político-partidário), o que poderia ter sido gerido diferentemente, proporcionando assim melhores resultados para este sacrificado país.

Se os governantes deste Arquipélago fossem sérios e competentes, seria aconselhável apostar na construção de novas barragens, com vista a diminuirmos as dependências em matéria energética e garantir a autonomia nacional.

Pois, convém-nos elevar o aproveitamento hidrológico para um nível considerável das nossas capacidades e aumentar, paralelamente, a capacidade hídrica do mercado nacional.

É lógico que esses projectos, nas localidades onde estão situados, criam focos sinergéticos de grande importância local e nacional.

Contudo, há que saber dosear e distribuir os investimentos, para que o país, no seu todo, sinta os efeitos do desenvolvimento hídrico, tendo em conta a escassez desse líquido precioso no seio das populações diversas do arquipélago.

Não restam dúvidas de que as ilhas com maior potencial agrícola deverão ser contempladas com um investimento maior, mas também não restam dúvidas de que há que saber investir, de forma a não criar mais assimetrias do que as já existentes.

Quanto ao desenvolvimento rural, convém elaborarmos programas com parceiros nacionais e internacionais.

Existe uma necessidade premente de sermos capazes de gerar condições de empregabilidade, fomentando, sempre, a sustentabilidade dos negócios para além da fase de aproveitamentos Hidroeléctricos.

Há, também, que criar condições para a estabilização de um quadro de prioridade à contratação de mão-de-obra local através de associações e ou empreiteiros, sem influências partidárias.

Para que isso aconteça, sem sobressaltos, teremos que criar redes de contactos, desenvolvendo uma aproximação, independente, às entidades e organizações regionais para mapeamento de potenciais interessados.

Nesse âmbito, há que promover iniciativas inovadoras nas áreas de Empreendedorismo, Cultura, Ciência & Educação e Solidariedade, juntamente com acções concretas, e realizadas localmente, que permitem estimular a região para além do impacto directo do investimento nos projectos hídricos.

Em suma, o diálogo directo com as populações, a par do poder local, permite soluções e compensações criativas, económicas e de maior valia para os interessados directos. Toda esta dimensão terá que estar indissoluvelmente unida à relevância dos potenciais investimentos em novas barragens.

Com tudo isso, não queremos, de forma alguma, deixar transparecer que estamos totalmente de acordo com a construção desenfreada de Barragens e ou que devemos continuar a fazer campanhas políticas com base nas promessas de Barragens por todos os cantos do país, sem estudos que visam um abrangimento de todas as potencialidades Hidroeléctricos das Barragens.

Tendo em conta a insensibilidade humana dos políticos atuais, esperemos que saibam conter as suas fúrias partidárias e deixem de usar o poder, na tentativa de compra de consciências, permitindo que o povo se sinta livre dessa política de apoderamento, a todo custo, do psíquico da maioria da população, fazendo valer as práticas ditatoriais bem estudadas durante os quinze anos de partido único e mais estes últimos 15 de demagogias políticas de prepotência e governação anti democrática.

 


A Voz do Povo Sofredor

 

Carlos Fortes Lopes/Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

 

 

 

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