CARLOS FORTES LOPES: Algumas notas sobre os deveres políticos e o ordenamento do território e o urbanismo cabo-verdeano

. Publicado em Opinião

Como já tivemos a oportunidade de referir, Cabo Verde tem vindo a usufruir de um desenvolvimento considerável, se tivermos como ponto de partida a Era Colonial e o nosso percurso, desde 1975, como país independente e soberano

 

 

Com tudo isso, queremos, de forma muito objectiva, chamar a atenção do povo destas ilhas e dos que têm vindo a disponibilizarem-se para servir o povo, como representantes político-governamentais, de que quando qualquer grupo de políticos pede o voto do povo das ilhas, o mesmo é executado na base mútua de responsabilidades sócio-políticos e do dever de servir o povo eleitor.

Em outras palavras, qualquer político que solicita o voto de um eleitor, solicita-o consciente de que quer e deve trabalhar para o bem da nação e do povo desta ilhas, e, não para interesses pessoais e familiares, como são vários os caso em Cabo Verde e que continuam impunes.

Convém ainda, deixarmos bem claro de que só e apenas nomes de pessoas que querem, realmente, trabalhar para o bem do país e do povo deve constar das próximas listas politico-partidárias.

Mais, qualquer governo que solicitou o voto e for eleito tem por obrigação e dever político de trabalhar para melhorar a vida dos cidadãos, durante o mandato solicitado. Desenvolver o país é a obrigação de qualquer Governo e ponto final e basta de demagogias baratas de exibir obras e outros feitos conseguidos, porque tudo isso faz parte do pacote das campanhas que devia ser respeitado por todos e cumprido na íntegra.

Isto, para continuar salientando de que Cabo Verde ainda carece de muitas melhorias no controlo da legalidade e ilegalidades urbanísticas e inter-territoriais, etc., etc..

É urgente que tipifiquemos, em sede do código penal, os crimes urbanísticos, planos, etc., etc..

As leis são violadas a torto e a direito e ninguém é responsabilizado pelas consequências penais dessas violações, inclusive, os próprios dirigentes políticos têm sido identificados a usufruírem de negociatas à volta de terrenos e, tudo passa em branco, sem nada acontecer com os infractores da Lei Penal.

Desde a independência até hoje, nós não conhecemos nenhum caso em que um responsável sequer tenha sido criminalizado por fazer negociatas com os terrenos do povos destas ilhas o que confirma a inexistência de uma Justiça seria neste país.

É imprescindível e urgente que se crie uma estrutura de ficalização autárquica e territorial, como deve ser, porque o que existe já deu provas de que não funciona, mais por falta de vontade e jogos políticos do que por razões estruturais e ou legais.

Devemos criar verdadeiros programas de transformação territorial, programas mais estruturantes que mudem verdadeiramente os territorios, no caso de programas de reabilitação urbana de bairros degradados, em vez de operações de cosméticas juntando a programas de realojamento para minimizar esse problema, pois o programa casa para todos esqueceu desta vertente de realojamento, por euforia das campanhas políticas nacional.

Precisamos também de rever o nosso programa urbano de vegetação para que as nossas cidades deixem de ser assim tão cinzentas e pouco atrativas e passem a ser verdes e convidativas para todos os residentes e visitantes.

E como é óbvio, precisamos de mais equipamentos publicos de lazer, cultura, espectaculo, de expressão da arte, etc., etc..

Para finalizar a questão de efetivação e uma educação para a cidadania nessas questões com o intuito de mudarmos mentalidades e contar com o apoio democrático da população na construção e desenvolvimento das cidades e territórios.

Esta falta de interesse dos atuais políticos deixa transparecer um certo interesse economico e financeiro desses senhores e senhoras que deviam estar a trabalhar exclusivamente para o bem deste povo que os elegeu para esses cargos com responsabilidades politico-constitucionais.

 

A Voz do Povo Sofredor

 

 

Carlos Fortes Lopes/ Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

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