CARLOS FORTES LOPES - Legislativas- O ano da UCID

. Publicado em Opinião

PAIGC/CV nunca foi um partido sério. MPD não consegue convencer o eleitorado que será diferente porque durante estes últimos 15 anos de oposição política não demonstrou ser sério e preocupado com o sofrimento do povo destas ilhas sofredoras

 

 

 

Mas hoje falaremos do partido no governo e que já completou 30 anos de governação mista de esforço, desperdício e corrupção governamental.

Para iniciar vamos parar e escutar as denúncias públicas do Primeiro Ministro José Maria Neves, ex presidente do partido, no poder desde 2001, durante as campanhas presidenciais de 2011, para podermos entender melhor o que esperar das vizinhas campanhas deste ano de 2016.

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=13&id_cod=11559

Como é do conhecimento de todos e como puderam ver e ouvir, através do link da TCV, acima publicado, o JMN denunciou, em 2011, a morte de Cabral e Pedro Pires respondeu dizendo que aquando da morte de Cabral ele, o P.P. se encontrava a cerca de 400 KM de distância do local onde o crime foi cometido.

Defendendo assim o seu envolvimento directo no acto.

Entretanto, conforme dados posteriormente publicados, o Pedro Pires havia prometido um debate sobre o assunto, e até a data de hoje o vencedor do prêmio Mo Ibrahim (5 milhões de Dólares) não conseguiu promover sequer um único debate sobre o assunto.

O que quer dizer que o ex-ditador e ex-presidente da nação Cabo Verdeana pretende terminar a sua vida sem promover esse desejado debate público, que poderia vir a ser uma mais valia para o registo histórico das ilhas de Cabo Verde, fortalecendo assim o conhecimento dos mais jovens que nasceram após essas datas importantes e pertenças da história do nosso país.

Uma contribuição marcante para o legado pessoal e nacional.

O mesmo, devia também aproveitar essa oportunidade de ouro para dissertar sobre as razões da criação e publicação dos decretos que desde de cedo criaram um regime de excepção para o PAIGC-CV se defender de eventuais manifestações de revolta e indignação individuais ou colectivas dos caboverdianos contra o seu domínio.

Temos conhecimento de que logo no início da nossa história de país independente, 1975, foi criado a lei de boatos (decreto-lei 36/75) que punia autores de rumores contra o Estado e seus dirigentes.

No ano seguinte, 1976, com o decreto-lei 95/76 as forças de segurança e a polícia podiam prender qualquer pessoa durante um total de cinco meses sem culpa formada.

Já em 1977 o PAIGC avançava com a criação do tribunal militar (decreto-lei 121/77) constituído por juízes nomeados sob proposta do ministro da Defesa que podia julgar civis classificados pela polícia como subversivos. Ditadura pura.

Para que o historial do PAICV seja bem explicado, convém que seja promovido vários debates e de entre eles um sobre a morte de Cabral, onde o próprio Pedro Pires terá a oportunidade de dizer tudo o que sabe sobre a morte de Cabral; outro sobre a morte do Diplomata, promotor da abertura política nacional, Renato Cardoso, que exercia em 9 de Setembro de 1989 as funções de Secretario de Estado do regime único do PAICV; outro sobre os diferentes actos de massacre e torturas físicas levadas a cabo nas diversas ilhas do Arquipélago, com ênfase no massacre de 31 de Agosto, que marcou eternamente a população da ilha de Santo Antao.

Pensamos que com esses debates não só o ditador Pedro Pires estaria a contribuir para a clarificação da história de Cabo Verde como também estaria a assumir as suas responsabilidades como dirigente político e governamental deste país que continua a sofrer com a mentalidade intimidadora e ditatorial do PAIGC/CV.

Tanto o Pedro Pires como o José Maria Neves deviam participar nesse debate público.

Apesar dos 30 anos de governação do PAICV, 15 após a instituição da Democracia Constitucional, ainda existem pessoas como a actual presidente deste partido que alimenta os ideais Marxista-Leninistas, continuando a praticar actos ilegais de várias ordens.

A ex-Ministra e actual Presidente do PAICV precisa ser chamada a justificar o uso abusivo do erário público nas campanhas internas do PAICV e agora nas pré-campanhas legislativas, usando dinheiro e bens do Estado para ganhos pessoais e partidários.

Contudo, antes disso, a Sra. ex-Ministra do (des) Emprego e Solidariedade, Janira Hopffer Almada, devia aproveitar este momento de pre-campanha para explicar aos jovens o que ela (não) fez durante o seu mandato como Ministra (criou mais desemprego), e as razões que a levaram a colocar, arbitrariamente, o marido como membro do Concelho de Administração do INPS, instituto sob a sua tutela e que tem vindo a ser gerida de forma danosa, com o uso abusivo das contribuições para satisfazer pretenções políticas de alguns (TACV, etc., etc.), deixando o pobre trabalhador à mercê do Deus haja, sem cobertura adequada, sem medicamentos e tratamentos à altura das necessidades de cada contribuinte e seus familiares.

Continua...

 

A Voz do Povo Sofredor

 


Carlos Fortes Lopes - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

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