CARLOS FORTES LOPES: Cabo Verde aclama por uma nova onda política

. Publicado em Opinião

Nestas pobres ilhas do Atlântico, o povo continua sofrendo diariamente, por falta de água, de alimento, de habitação condigna e os respectivos cuidados de saúde

 

 

 

Esta sociedade já tornou-se numa sociedade corrupta, sem pátria, sobrevivendo às custas das esmolas que são distribuídas com o aproximar e durante as campanhas políticas.

Enquanto isso, qualquer cidadão que rejeitar as ofertas eleitoralistas dos dois partidos que já foram governo, serão ameaçados directa ou indirectamente pelo grupo de comissários políticos que precisam ser publicamente desmascarados e colocados nos BANCOS DOS RÉUS para justificarem as ilegalidades constitucionais perante um ou mais Juízes independentes.

Muitos são os cidadãos que continuam sofrendo represálias sociais, apenas por não acederem às falsas promessas dos corruptos, criminosos que andam porta a porta comprando consciências humanas.

Tudo indica que chegou a desejada hora da verdade e resta-nos apenas esperar que a maioria se una, em prol de uma sociedade livre de represálias e protectora dos nossos filhos.

Esta desgraça social é de todos, apesar de ter sido criada pela incompetência, casmurrice e prepotência dos que só querem o bem estar pessoal, familiar e partidário.

Consciente de que a vida é cheia de surpresas e acreditando na mudança de mentalidades na sociedade cabo verdeana, continuamos convictos de que estas próximas eleições do dia 20 de Março de 2016 contarão com a participação de pessoas de bem e que o povo saberá escolher um novo grupo de políticos para dirigir e mudar o rumo deste país de todos os cabo verdeanos.

Enquanto preparamos para uma nova era política, muitos são os jovens que estão totalmente concentrados numa possível oportunidade de conseguir um visto turístico que os abra a porta à emigração ilegal.

Para muitos jovens desempregados e desesperados emigrar constitui a única saída plausível desta crise criada pela incompetência, demagogias e hipocrisia dos que continuam mentindo para o povo destas ilhas, à procura do voto.

Alguns cúmplices ligados a esses governantes já proclamam vitórias antecipadas, tentando convencer os menos atentos de que partido A ou B será a solução para Cabo Verde, desrespeitando a boa maioria que já prepara para depositar o seu voto no partido que já transmite uma mensagem promissora e de mudança nacional.

Não deixam de ser irônicas as palavras de ordem desses cúmplices políticos instalados no seio da sociedade civil para infiltrar e minar a consciência dos mais vulneráveis, com vista a ludibriar esta sociedade com mentiras relacionadas com a governação deste país, na tentativa de aumentar ainda mais o sofrimento do pobre coitado que não conseguiu ainda saborear o gosto da democracia, mesmo depois de 25 anos desta nossa "Democracia Constitucional".

Mas, apesar das variáveis, continuamos convictos de que existem soluções para a crise social, política e econômica que apoderou do nosso país e que é um direito e dever de todos perseguir essa solução, votando numa nova onda política e de cidadãos idôneos e desejosos de trabalhar para o bem do povo e da nação cabo verdeana.

O cabo verdeano tem capacidade intelectual para desenvolver condições para a sua auto sustentabilidade, mas, para que alcancemos a auto sustentabilidade nacional, teremos que nos prepararmos para os sobressaltos do processo escolhendo homens e mulheres idôneos e que estejam interessados em trabalhar, sem interesses pessoais, para o bem do povo e desta nação soberana.

Pois, se prestarmos um pouco mais de atenção perceberemos que existem pessoas capazes e que poderão exercer essas funções, alavancando cabo verde desta crise político-social e econômica.

O novo grupo de políticos pretende, além das mudanças constitucionais, para criar condições para a implementação de novos processos de desenvolvimento nacional, criar condições financeiras (ver poupanças na diminuição de Deputados e Ministérios) para cuidar das "nossas" crianças que continuam deambulando pelas ruas das cidades como pedintes e sem abrigo.

Com essas poupanças teremos, ainda, condições financeiras para criarmos instituições de manutenção e sobrevivência da nossa juventude que se encontra numa situação catastrófica, sem prospectiva de um emprego condigno e, entregue às vulnerabilidades sociais dos vícios destruidores de qualquer juventude com uma auto-estima abalada pela falta de emprego e as respectivas condições de sobrevivência.

As dificuldades econômicas das ilhas que dependem, na sua totalidade, das arremessas do Estado, para as suas manutenções, já alcançou um patamar preocupante obrigando a evolução descoordenada da migração interna, com pessoas a deixarem as suas ilhas de origem, rumo à capital, na intuição de conseguir-se livrar das dificuldades e ou conquistar um lugar no seio da elite praiense.

Os jovens formados que não conseguem e não querem migrar para a Praia já vêem como saída única a emigração ilegal, à procura de uma nova vida no estrangeiro, devido ao mau desempenho do governo nas áreas da educação, emprego e saúde.

Convém ainda salientar que muitos desses jovens desconhecem as realidades da emigração e nalguns casos são surpreendidos com uma realidade inédita que lhes causa transtornos psicológicos e acabam por os colocar em situações pouco dignas de um povo humilde, trabalhador e persistente.

Esses dissabores da emigração, na maioria das vezes causam dissabores familiares, separando e destruindo famílias.

Analisando os prós e os contras da situação actual da sociedade cabo verdeana concluímos, categoricamente, de que as dificuldades permanecem vivas e preocupantes para as capacidades pisco-analíticas do cidadão comum.

Alem do desenvolvimento infra-estrutural (uma necessidade que devia ter sido bem coordenada, e que não foi), ainda estamos longe de conseguir alcançar um patamar desejável de liberdade econômica e social que possa acalmar as hostes desta juventude cabo verdeana.

Eis a razão pela qual os jovens veem demonstrando a sua insatisfação social e afastando perigosamente do sistema político nacional, o que põe em causa as próximas eleições e o futuro do país.

 

A Voz do Povo Sofredor

 

Carlos Fortes Lopes: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

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