ALÍRIO CABRAL GOMES: Marionetas?

. Publicado em Opinião

Para além da desconexão interna, a oposição local no Tarrafal de São Nicolau mostrou não estar à altura. As lutas internas abriu um fosso que durará a ser reconcertado, o que é mau para a Democracia

 


Ocorreu na última segunda-feira, 16 de maio, possivelmente aquela que será a derradeira sessão da assembleia municipal no mandato 2012/2016, em que o paicv estreou-se na oposição, depois de uma gestão (2005/2012) que envergonhou o Tarrafal, levando o Município a uma situação de falência técnica.


A sessão desta segunda-feira voltou a pôr a nu as fragilidades de um sistema que aparentava vir dar muito trabalho à nova administração que emergiu em resultado das eleições de 1 de julho de 2012, mas foi sol de pouco dura. Desde logo porque o paicv desconetou por razões de divisões internas ocorridas sobretudo na Cidade da Praia e noutras paragens mas que teve epicentro em São Nicolau, mais precisamente pelas bandas do Tarrafal.


Desconetou por via de uma arrogância sem precedentes, de uma liderança fraca, frágil e de gente de honestidade duvidosa, de gente que se reúne/envolve com trapaceiros de votos e BI’s, com pessoas que utilizam de forma indevida e abusiva recursos e bens do Estado (depois fogem com vergonha do resultado das urnas), pessoas que foram destacadas para certas funções apenas por serem “camaradas” (e por esta via pensavam que eram os melhores filhos), gente, pois, que passou uma imagem quando na verdade pouco ou nada significam.


Mas o fim do mandato está a ser revelador, quiçá do que virá a ser a próxima assembleia, em que indiscutivelmente o paicv reduzirá a sua presença parlamentar local.


E de repente (parafraseando o deputado Danízio Soares) há um ‘love’, jamais visto, destas pessoas para com o Tarrafal, que apenas em final de mandato há marionetas que chegam de Scada, Alto Fontainhas e Alto Saco para serem caixas de ressonâncias de uma liderança que nas legislativas mostrou/provou a sua grande incapacidade de liderar. Apenas liderou incautos que se convenceram com alguns litros de ponche e outras fantasias, de passeios a casebres e ou viagens comestíveis aqui e acolá.


Triste que os marionetas não conseguem olhar que mais não são do que simples correias de transmissão. E transmitem a pior mensagem, o pior lado. Recebem a mensagem de gente que se envergonha de ir ao fórum próprio passar a sua mensagem e como a “sua” bancada desconetou com o partido, perdeu o elo oficial de ligação e como tal, tenta montar uma bancada paralela, no meio do público, para tentar passar a mensagem. Só que o trabalho não tem efeito que se quer porque descontado nada pode funcionar. Está provado. O funcionamento obriga que todas as seções estejam interligadas e sem desconexão pelo meio para poder funcionar corretamente.


Engraçado que esta bancada paralela não se apercebe que está a fazer um papel ridículo e a ser utilizada de forma tão maquiavélica, passando para fora a imagem do verdadeiro paicv que enfrenta uma profunda crise interna, correndo risco de não ter com quem se apresentar ao eleitorado em setembro.


Se persistir o êxodo … complicado! É mau para a Democracia que seja assim mas nada podemos fazer quando eles próprios protagonizam isto.


Vamos, daqui a pouco, entrar em campanha para as autárquicas mas depois da hecatombe de março, em que se registou desmaios e outras complicações de saúde lá pelas bandas de scola d’boxe, esperemos que a malta toda, incluindo os marionetas, estejam em condições de aguentar a carga, até porque depois da fuga de mais um enfermeiro por vergonha da derrota eleitoral, pode faltar “amigos” para atendimentos em sedes de campanhas e em casas de camaradas.


Mas haverá tempo para tudo, até para o surgimento de novos/as marionetas.

 


Alírio Cabral Gomes | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

 

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