CARLOS FORTES LOPES: A incoerência dos políticos cabo-verdianos

. Publicado em Opinião

Durante os últimos anos assistimos os políticos representantes do partido agora no Governo e na liderança da Assembleia Nacional, Presidência e Câmaras Municipais a criticarem os do partido agora na oposição por estarem a estrangular as populações

 


Com base nas criticas e promessas de campanhas, votamos e decidimos punir com a derrota eleitoral os que lá estavam e eleger outros que beberam sempre nas fontes alimentadas por políticos de países alheios ás nossas realidades e que têm vindo a comprovar que a corrupção é o pão de cada dia que os sustenta e continua destruindo as nossas sociedades.


Situações nada abonatórias para o bem-estar do nosso país/povo e o Cabo verde que todos desejamos construir para os mais jovens.


Tive a sorte de nascer e ser cabo-verdiano e não deixarei que ninguém me retire esse privilégio pessoal. Sou e continuarei a ser a voz dos que por medo de represálias políticas continuam a sentir intimidados pelos senhores que ao ocuparem os cargos de eleitos passam a ser seres diferentes e insensíveis ao sofrimento do povo que os elegeu para cuidar da gestão dos seus bens nacionais.
Reconheço que, talvez, o meu círculo social seja considerado de círculo privilegiado, mas continuarei sendo um simples trovador e a viva voz do povo sofredor destas ilhas do Atlântico.


Continuarei criticando as faltas de coerência e sensibilidade, dos governantes que pouco ou nada preocupam com as carências dos desprotegidos desta sociedade repleta de corrupção e injustiças sociais.


Os governantes de Cabo Verde continuam a insistir em enganar o povo que os colocou nesses cargos de gestão das políticas económicas, financeiras, sociais, culturais e politicas deste nosso país.


Depois dos políticos agora na situação terem criticado os que hoje se encontram na oposição, eis que estão a fazer o mesmo, como se a tratar o povo eleitor de estúpido e ignorante.


Qualquer país do mundo que queira desenvolver económicamente terá que, obrigatoriamente, saber gerir o Orçamento Geral do Estado e não depender totalmente nas ofertas dos países estrangeiros amigos dos cabo-verdianos.


Um país que não consegue ter água e eletricidade a um preço acessível a todos os nacionais e residentes nunca será capaz de ter uma economia robusta e inclinada pelo auto sustento do país.


Se não se consegue encontrar formas de colmatar as crises sociais, deve-se admitir a incompetência político-administrativo e procurar soluções que não destruam ainda mais a economia nacional (aumento do IVA para pagar despesas do Estado). Quando se sabe que o poder de compra é limitado e preocupante, no seio da maioria dos eleitores, aumentar o IVA, a água e a eletricidade ao mesmo tempo é destruir a sociedade cabo-verdiana, criando espaço para o aumento desproporcional da criminalidade, a nível nacional.


P.S: Nem sequer temos um sistema judicial sólido e ou capaz de dar vasão aos mais de centena de milhares de casos a mofar nas gavetas dos tribunais nacionais e as policias nacionais e judiciária coxas, sem condições materiais e humanas para dar resposta ao aumento do crime em Cabo Verde.


A Voz do Povo Sofredor


Carlos Fortes Lopes/Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., M.A.

 

 

 

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