OLAVO CORREIA: O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio

. Publicado em Opinião

O Governo está muito otimista em como será possível uma boa solução. Inclusive o Afreximbank, há pouco dias, demonstrou engajamento em financiar o conceito do Governo em matéria de hub

 



Na bancada todos têm opinião. O Sr. José Maria Neves esteve 15 anos para fazer aquilo que devia fazer e não fez. Deixou uma empresa (TACV) completamente falida, só em estudos económicos gastou mais de 7 milhões de euros. Deixou um país sem qualquer visão do ponto de vista dos transportes aéreos e agora vem nos dar lições em como devemos atuar? Em qualquer perspetiva, não pode querer dar-nos lição.


Dêem-nos tempo que nós iremos apresentar uma boa solução em matéria de hub aéreo ao país. Nós estamos a trabalhar com responsabilidade, com estudos, com pareceres de quem conhece o negócio, para que possamos estruturar da melhor forma este hub.


Há muitas companhias aéreas interessadas em Cabo Verde e sempre tenho dito que este é um processo complexo, difícil, exigente, que comporta riscos, mas nós estamos a trabalhar para trazer uma boa solução para o país.


O Governo está muito otimista em como será possível uma boa solução. Inclusive o Afreximbank, há pouco dias, demonstrou engajamento em financiar o conceito do Governo em matéria de hub. Quando apresentamos-lhes o plano de negócio, ficaram convencidos em como estamos no caminho certo.


O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio e não pode ser a vontade de cada um. Os negócios têm de ser feitos na base de rentabilidade. Não podemos criar uma nova TACV, no sentido de que o Estado vai continuar a subsidiar com recursos que não tem. Isso deve ser feito numa base de racionalidade económica e financeira. É isto que o Governo está a tentar colocar sobre a mesa. Penso que devemos deixar a emoção de lado, porque o que está em causa são os recursos dos contribuintes e têm que ser geridos com base nos critérios de rentabilidade, da eficiência e da boa governação.


Brevemente os cabo-verdianos vão ter toda a informação relativa ao contrato feito com a Icelandair. Estamos a trabalhar com toda transparência e numa fase inicial não podemos partilhar tudo, porque num processo de privatização é preciso que determinadas informações sejam reservadas para que possamos proteger o interesse público. No momento certo todos vão saber toda a informação.


O trabalho está a ser feito para fazer de Cabo Verde um Hub de transportes aéreos, e estamos cada vez mais convencidos em como isto será possível.


É preciso paciência e calma e menos ruídos, sobretudo por parte daqueles que estiveram 15 anos para apresentar uma solução ao país, mas deixaram uma empresa falida, sem qualquer perspetiva.


Olavo Correia | Ministro das Finanças e da Administração Pública

 

 

 

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