SÃO VICENTE: Trabalhadores da Casa Serradas há seis meses sem verem a cor do dinheiro

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

Os 45 funcionários da empresa tencionam rescindir os contratos por justa causa e requerer o arresto de bens para recuperarem os seus créditos e iniciarem novas vidas. Os responsáveis da empresa levaram sumiço, dando a entender não querer assumir responsabilidades


É já desesperante a situação dos 45 trabalhadores de uma empresa que já foi uma das maiores do Mindelo – e talvez do país – no ramo comercial: a Casa Serradas. Há seis meses não veem a cor do dinheiro.

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços tencionam apelar ao Tribunal de São Vicente que seja arrestada a sede da empresa sita na Rua de São João para, ao menos, poderem recuperar os salários em atraso e iniciar novas vidas. E aguardam, de igual modo, que uma sentença judicial determine o encerramento da empresa para, através da venda do património, poderem vir a ser indemnizados pelos anos de serviço. Nesse sentido, equacionam avançar no imediato com uma ação de rescisão dos contratos de trabalho por justa causa.

Entretanto, os responsáveis da empresa parecem ter desaparecido, o que poderá indiciar não tencionarem assumir as suas responsabilidades perante os credores, incluindo naturalmente os trabalhadores.

Incredulidade

A situação da Casa Serradas está a levantar alguma incredulidade no Mindelo, já que em meados de Abril constou pela cidade que a empresa iria entrar numa nova fase de funcionamento, uma ideia que parece ter convencido os mindelenses, levando até o online Notícias do Norte a escrever que as boas novas vinham “atirar por terra os rumores que a Casa Serradas vai abrir falência”.

Na ocasião, foi mesmo avançado que estaria no Mindelo uma delegação do maior grupo empresarial português – a SONAE – proprietária da marca Continente, que a Casa Serradas iria passar a comercializar. Aliás, o mesmo online avançava que o bisneto do fundador da empresa (e atual proprietário) estaria a pôr de pé uma “mega estrutura que tem com objetivo entrar no mercado do retalho com produtos da marca Continente praticando uma politica de preços populares”, adiantando de igual modo que César Serradas pretenderia transformar a empresa “numa plataforma de produtos para atingir o mercado da CEDEAO e mesmo de países africanos lusófonos“. Mas ao que parece, a megalomania morreu na areia e, como quase sempre, quem paga são os trabalhadores.

com Notícias do Norte

 

PAUL: Edil responde a “deputado-turista” do PAICV e acusa-o de “semear desordem e lançar confusão”

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António Aleixo refuta as acusações proferidas pelo líder de bancada do PAICV na Assembleia Municipal e aponta a gestão da anterior edil, Vera Almeida, como a pior de sempre que já passou pela autarquia. Quanto à acusação de desvio de 5 mil contos, o caso vai parar a tribunal


Reagindo a graves acusações do líder de bancada do PAICV na Assembleia Municipal, Alcides da Luz, o Presidente da Câmara Municipal do Paul, António Aleixo (MpD), definiu o eleito municipal como “deputado-turista” e acusou-o de “semear desordem e lançar confusão” no concelho.

Em declarações proferidas na passada semana, Alcides da Luz havia acusado a atual equipa municipal de adiar o início da segunda fase do projeto de construção de moradias sociais na localidade de Eito, financiado pela Cooperação Luxemburguesa, dizendo mesmo que teriam sido desviado cinco mil contos do projeto para pagar as festas do município e dívidas contraídas pelo MpD na última campanha eleitoral.

António Aleixo não só refuta as acusações como adianta mesmo ir avançar com uma queixa-crime contra o deputado. E contra-ataca assacando as responsabilidades pela difícil situação financeira da autarquia à equipa anterior, dirigida por Vera Almeida (PAICV), que terá deixado o município “endividado até ao pescoço”, com débitos na ordem dos 240 mil contos, resultante de má gestão.

Hipocrisia e falta de seriedade

O edil diz-se “perplexo com a hipocrisia e falta de seriedade” de Alcides da Luz que, numa visita efetuada à câmara municipal, teria elogiado o trabalho efetuado pela atual equipa. “São os casos do campo de futebol alternativo e provisório, realização das Festas de Santo António que movimentaram milhares de pessoas promovendo o desenvolvimento do comércio local, requalificação do acesso à Estátua Santo António das Pombas, Fitness Park, reabilitação da Estância Turística de Passagem, estrada de acesso que liga Pontinha à estrada de Porto Novo", elenca Aleixo as realizações durante este primeiro ano de mandato à frente dos destinos da autarquia.

Incompetência e má gestão de Vera Almeida

Quanto à acusação de Alcides da Luz de que “o executivo camarário do MpD está totalmente desnorteado, dando mostras de uma incompetência do ponto de vista político e técnico na defesa do concelho”, António Aleixo diz não receber lições da oposição, porquanto “a incompetência na gestão autárquica anterior foi gritante, ao ponto de deixar o município do Paul endividado em mais de 240 mil contos”, denunciando “a discriminação por parte de alguns membros do governo, que nas suas visitas a Santo Antão, esquecem-se do Paul” e considerando a gestão de Vera Almeida como a pior que alguma vez passou pelo município.

 

SÃO FILIPE: Morte de enfermeiro levanta suspeitas de negligência

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Familiares de Alberto Correia acusam o Hospital de São Francisco de Assis de Negligência e ameaçam avançar com queixa no Ministério Público, caso a Delegacia de Saúde não esclareça as circunstâncias da morte. Até porque não deixa de ser estranho que os doentes desta unidade de saúde não sejam acompanhados no período da madrugada


A estranha morte de um enfermeiro, internado para tratamento de uma depressão no Hospital de São Francisco de Assis, em São Filipe, Fogo, está a levantar, junto dos familiares, colegas e amigos, suspeitas de se tratar de um caso de negligência.

Alberto Correia, tinha 58 anos e exercia a profissão há mais de 35, estava internado numa das enfermarias da unidade de saúde - supostamente um lugar seguro, para mais tratando-se de alguém em tratamento psiquiátrico. Mas não, pela madrugada o malogrado enfermeiro rasgou o mosquiteiro de uma das janelas e projetou-se para a morte, atirando-se de uma altura de mais de sete metros. O corpo foi encontrado já sem vida.

Familiares, amigos e colegas de profissão, consideram estranhas as circunstâncias da morte de Alberto e acusam o hospital de negligência. E quanto às circunstâncias do salto, as opiniões dividem-se: enquanto uns admitem ter-se tratado de suicídio, outros consideram a possibilidade de o enfermeiro ter tentado fugir do internamento. “Como é possível um internado conseguir esburacar o mosquiteiro da janela e sair sem que ninguém desse conta?!” - interroga-se um familiar do desafortunado enfermeiro em declarações ao A Semana online, adiantando que “isso demonstra, claramente, falta de acompanhamento e de segurança naquele hospital. Caso a Delegacia de Saúde não desvende claramente o sucedido, vamos remeter uma queixa-crime ao Ministério Público contra a instituição”, referiu.

“Normalmente os doentes internados não são acompanhados no período de madrugada. Todavia, estamos a envidar esforços para o apuramento dos factos reais que levaram à morte do nosso enfermeiro”, disse ao jornal o Delegado de Saúde de São Filipe, Luís Sanches, confirmando que Alberto Correia estava internado para tratamento de uma depressão, mas não podendo ainda adiantar seja o que for sobre as causas da morte.

 

DESENVOLVIMENTO: Autarca do Sal leva água a 28 casas em Cafarú, Pedra de Lume

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A pequena aldeia localiza-se à entrada de uma das zonas mais históricas do Sal, Pedra de Lume, onde o povoamento da ilha começou. Apesar do boom que o Sal conheceu nos últimos anos, Cafarú quase que está à margem da ilha


Com uma população estimada em ordem das 220 pessoas, Cafarú é uma das mais antigas aldeias da ilha do Sal, mas a sua população tem enfrentado vários problemas, desde logo, a falta de emprego e de transportes. Os sucessivos governos parecem adiar os problemas da zona, mas nesta terça-feira, 22, os habitantes puderam escrever mais uma página importante na sua história. É que a Câmara Municipal ligou água às torneiras em 28 das cerca de 50 casas ali localizadas.

Trata-se de um projeto orçado em 800 contos e cofinanciado através de uma parceria entre a autarquia local e a Cabo Verde Telecom que entrou com cerca 45 por cento do custo da obra.

“Uma casa, uma torneira” é a aposta do edil Jorge Figueiredo que diz-se consciente dos desafios da pacata localidade que ambiciona agora novos projetos, nomeadamente, calcetamento das ruas e uma praça. O autarca espera encontrar novos parceiros para prosseguir as obras em Pedra de Lume, aldeia que sustenta uma importante parte da história da ilha, que tem nas salinas um dos maiores e mais lindos ex-libris do Sal, se não de Cabo Verde.

 

SOLIDARIEDADE: Djunta mon para apoiar Vinda

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Uma jovem da Brava, Benvinda dos Reis, espera desde há dois meses na cidade da Praia para viajar até Portugal onde pretende iniciar tratamentos contra o cancro. Com uma família de parcos recursos, está em curso uma campanha para ajudar a salvar a vida de Vinda. É urgente criar corrente


 

Benvinda dos Reis, uma jovem da localidade de Baleia, Brava, está há dois meses na Praia à espera de ajuda para fazer tratamento em Portugal. Vinda, como é conhecida, tem cancro e em Cabo Verde não tem qualquer possibilidade de se curar.

Filha de uma família pobre, Benvinda dos Reis não tem recursos para suportar as deslocações nem, tão puco, o tratamento em Portugal. Num louvável e comovente gesto solidário, um comerciante da Brava – António de Pina, mais conhecido por Tó Demol – disponibilizou-se para pagar metade da viagem e lançou uma campanha para angariar fundos.

Em declarações ao online “Brava News”, Tó Demol esclarece que o objetivo da campana, nesta fase, é angariar fundos para o bilhete de avião, que orça em 55 mil escudos, mas estando já garantida metade através da ajuda solidária do comerciante.

Todos com Vinda

O comerciante, que é o grande animador da campanha solidária, pôs a circular um apelo convidando a um djunta mon a favor de Vinda, sublinhando que qualquer ajuda é bem-vinda para ajudar a jovem que, sendo convenientemente tratada, tem uma vida inteira pela frente.

A corrente de solidariedade está a crescer e, este sábado, na localidade bravense de Estaleiro, Ponta Achada, realiza-se um baile popular para angariação de fundos, através de acessos pagos (homens – 300 escudos; mulheres – 100).

Não foi possível, até ao momento, recolher informações precisas sobre o número da conta para canalização de donativos. Pelo que voltaremos à notícia em qualquer altura.

com Brava News e Onda Kriolu

 

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