DENÚNCIA: Deputado municipal diz que há gente a morrer de fome em São Filipe

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

O eleito do GIASF António Pires vai mais longe e diz que há pessoas a morrer também por falta de assistência médica e medicamentosa, por não serem militantes do PAICV, e que a Administração Pública está completamente partidarizada


A sessão extraordinária da Assembleia Municipal de São Filipe, efetuada na última sexta-feira, 17, ficou marcada por uma denúncia que, a confirmar-se, consubstancia práticas criminosas cobertas por uma suposta legitimidade do Estado. Segundo António Pires, deputado municipal do Grupo Independente Abraçar São Filipe (GIASF), ocorrem mortes no município foguense que deveriam ser investigadas pelo Ministério Público.

O eleito do GIASF declarou que "há pessoas a morrer de fome", mas também por "falta de medicamentos ou assistência médica", nomeadamente crianças e idosos. António Pires denunciou, ainda, que "há doentes mandados pelos médicos para hospitais centrais e que nunca chegam a concretizar-se, por não serem militantes do partido no governo e que, por isso, muitos chegam a morrer por falta de assistência médica ou medicamentosa", adiantando que a Administração Pública na ilha do Fogo é completamente partidarizada, dando o exemplo da atribuição da pensão social de sobrevivência, decidida em função do cartão de militante, como – segundo indicou – é o caso de um idoso de 95 anos que não foi beneficiado e de um outro, de apenas 40, contemplado por ser militante do PAICV.

A intervenção de António Pires mereceu a reação da deputada municipal do PAICV – e responsável pelo centro de dia da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) -, Maria Antónia Garcia, considerando as denúncias sem fundamento. Já o presidente da Câmara Municipal, Luís Pires, mostrou-se preocupado com as denúncias mas negou haver fome em São Filipe.

com Inforpress

 

BRAVA: Orlando Balla nos EUA para “plantar ideias” e mobilizar investimentos

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O edil bravense parte hoje para os Estados Unidos da América onde, na cidade de East Bridgewater (Massachusetts), vai encontrar-se com a comunidade, fazer o balanço do 2013 e apresentar o plano de atividades para 2014. Mas o pano de fundo do encontro é o plano estratégico de desenvolvimento gizado pela autarquia no rescaldo do Fórum Nacional de Desenvolvimento daa Brava


Orlando Balla, o presidente da Câmara da Brava, parte dentro de algumas horas para os Estados Unidos da América (EUA) onde irá estabelecer contactos com a comunidade bravense radicada naquele país. “Espero que esta visita sirva para plantar as ideias saídas do Fórum Nacional de Desenvolvimento da Brava”, disse o edil ao JSN, adiantando que “em março já está pronto o plano estratégico” saído das conclusões do fórum, uma “alavanca fundamental para o desenvolvimento da ilha”.

O autarca bravense, durante muitos anos emigrantes nos EUA, tem como destino o Estado de Massachusetts, onde no próximo domingo se irá encontrar com a comunidade originária da ilha das flores. O encontro tem lugar no Ideal Club, na cidade de East Bridgewater. “Vou fazer o balanço da nossa governação em 2013 e apresentar o plano de atividades para 2014”, disse Balla, avançando esperar “mobilizar a comunidade para apoiar alguns projetos”, nomeadamente o processo de requalificação de edifícios na cidade de Nova Sintra, mas também por toda a ilha. A Câmara tem em curso o projeto “Embelezamento da Brava” e Orlando Balla quer sensibilizar os proprietários residentes nos EUA para ajudarem a autarquia a dar um novo rosto à ilha.

Bravenses devem ser agentes da mudança

O Fórum Nacional de Desenvolvimento da Brava, realizado nos primeiros dias de dezembro último, levou à ilha das flores importantes figuras da política, das artes e da cultura, do mundo empresarial e dos negócios para refletirem sobre os caminhos a seguir num município com grandes potencialidades. Na altura, Orlando Balla foi muito claro: os bravenses têm de ser “agentes activos da mudança e do desenvolvimento”, sustentando ser ao chegado ao fim “o tempo das lamentações”. Aliás, é nessa linha que se justifica o seu encontro com a comunidade radicada nos EUA, onde o edil espera falar para uma plateia entre cinquenta a cem pessoas.

A Câmara Municipal da Brava está apostada na mobilização de recursos humanos e financeiros e empenhada em criar condições à economia privada para a realização de grandes investimentos em áreas como o turismo de habitação e de natureza e o turismo cultural e histórico, que manifestam alto valor acrescentado e, naturalmente, os EUA surgem como alvo privilegiado da estratégia da equipa de Balla em mobilizar recursos para a ilha.

 

EDIL DO SAL PÕE “DEDO NA FERIDA”: Políticas de habitação do Governo são um logro

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O programa “Casa para todos” não está a dar respostas adequadas às necessidades habitacionais do país. Ademais, juros de 12 por cento e IVA a 15 pontos percentuais – o valor que as câmaras têm de pagar ao Estado para construir habitação social -, só podem ter uma consequência: a proliferação de bairros de lata


Tomando como exemplo o caso da sua ilha, o presidente da Câmara Municipal do Sal sustenta que o Governo não está interessado em resolver os problemas de habitação do país. O comentário surgiu a propósito da proliferação de barracas no município.

Ironizando, o edil espera que o programa “Casa para Todos” venha a dar resposta ao problema, já que prevê para o Sal a construção de um milhar de habitações: "não existem mil barracas, esse programa deverá, portanto, resolver definitivamente este problema", afirmou o autarca, adiantando aguardar que “o Governo consiga resolver, efetivamente, o problema na ilha até porque o Governo considera que tem mais meios, mais recursos, sabedoria e conhecimento. Provavelmente, conhece a realidade do Sal mais do que nós que estamos a viver cá", acentuou.

Considerando que numa “sociedade justa o problema de habitação é o primeiro problema que deve ser resolvido", Figueiredo sublinha que taxas de juro a 12 por cento e de IVA a 15 pontos percentuais - o valor que as câmaras têm de pagar ao Estado para construir habitação social - não é possível dar respostas adequadas para enfrentar o défice habitacional do país, ademais já que os municípios “foram paulatinamente retirados" da possibilidade de canalizarem recursos para esse fim, uma capacidade exclusiva do Governo. "Já abordei esse tema de todas as facetas e formas. O Governo, felizmente, tem muito mais capacidade de reunir recursos para o efeito, já tem 200 milhões de euros, está a pedir à China mais 100 milhões de euros para investir em habitação”, pelo que está em condições de inverter a situação atual de proliferação dos bairros de barracas.

com Inforpress

 

ACHADINHA EM ESTADO DE CHOQUE: Bandalho que tentou violar menina de quatro anos está em liberdade

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Há decisões judiciais que não lembram ao Diabo. Apesar dos antecedentes criminais de José António Vieira, reincidente na prática de crimes da mesma natureza, o juiz decidiu aplicar-lhe termo de identidade e residência com apresentações semanais numa esquadra policial


Um bandalho (não conseguimos encontrar palavra mais simpática) que tentou violar uma menina de quatro anos em Achadinha, cidade da Praia, foi colocado em liberdade pelo juiz, apesar de ter já várias detenções pelo mesmo delito. O facto está a causar grande indignação no bairro, cuja população ficou em estado de choque pela inusitada decisão judicial.

O caso remonta à última terça-feira, 24, quando o abusador, de nome José António Vieira, efetuava pequenos trabalhos de carpintaria em casa dos pais da criança e, aproveitando-se de alguns momentos a sós com a menina, tentou consumar a violação, só não o tendo conseguido por esta ter começado a gritar.

Chamada a Polícia Judiciária, o bandalho foi ali mesmo detido e posteriormente levado à presença de um juiz que determinou a medida de coação de termo de identidade e residência com a obrigatoriedade de fazer apresentações semanais numa esquadra policial. 

 

SANTO ANTÃO: Professores do Ensino Básico acusam ministra de não cumprir compromissos e ameaçam fechar as escolas

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Fernanda Marques parece dizer uma coisa e fazer o seu contrário, o que está a indignar os docentes que vão sair à rua em 20 de janeiro e, caso as suas reivindicações não sejam atendidas, irão fazer greve por tempo indeterminado


O início do ano de 2014 poderá trazer um novo foco de contestação social, nomeadamente no Ensino Básico Integrado (EBI). Cerca de meia centena de professores de Santo Antão acusam a ministra da Educação e Desporto (na foto) de não cumprir com compromissos assumidos e ameaçam paralisar as escolas.

Em causa estão velhas reivindicações, nomeadamente, as requalificações de 2008 a 2012, os subsídios por não redução de carga horária que não recebem desde há quatro anos, bem como as progressões na carreira, que estiveram congeladas de 2009 a 2012 e que ainda não foram efetuadas. Isto, apesar de a ministra Fernanda Marques ter assumido com os sindicatos resolver parte destas pendências até ao final deste ano e solucionar a outra parte no primeiro trimestre de 2014. Apesar de ainda faltar uma semana para o final de 2013 os professores não veem nenhum sinal de que a situação vá ser resolvida, razão pela qual decidiram tomar esta posição.

Professores na rua

A intenção dos docentes é aproveitar a manifestação convocada para 20 de janeiro, convocada pela UNTC-CS – e que conta com o apoio da CCSL – para saírem também à rua e, caso não vejam os seus problemas resolvidos até lá, avançarem então com uma paralisação das aulas por tempo indeterminado, o que iria provocar o caos no EBI em Santo Antão. E, por arrasto, esta forma de luta pode vir a estender-se ao resto do país, envolvendo todos os docentes que se encontram na mesma situação.

com A Semana

 

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